Esporte

Testemunhas afirmam que ex-presidente de gigante da Série A retirava cerca de R$ 100 mil em espécie do clube por mês

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Depoimentos à Polícia Civil e ao Ministério Público apontam saques da quantia durante a gestão do ex-presidente  |   Bnews - Divulgação Freepik
José Gabriel

por José Gabriel

Publicado em 09/07/2026, às 10h19



Duas testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público relataram detalhes sobre uma suposta rotina de retiradas de dinheiro em espécie realizadas pelo ex-presidente do São Paulo, Julio Casares. Segundo os depoimentos, os valores eram levados em envelopes e sacolas, pelo menos uma vez ao mês, com quantias próximas a R$ 100 mil. As informações são do ge.

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Casares é um dos investigados por uma Força-Tarefa que apura possíveis irregularidades ocorridas durante sua administração no clube, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026. Um dos inquéritos envolve a suspeita de desvio de recursos. As investigações identificaram 35 saques realizados nas contas do São Paulo, que somam aproximadamente R$ 11 milhões, entre janeiro de 2021 e novembro de 2025. Além disso, depósitos em dinheiro que chegam a R$ 1,5 milhão em contas ligadas ao ex-presidente também são analisados.

As duas testemunhas atuaram diretamente ao lado de Julio Casares durante todo o período em que ele esteve à frente do clube e prestaram esclarecimentos aos integrantes da Força-Tarefa responsável pela apuração. De acordo com os relatos, os documentos apresentados para justificar as movimentações indicavam que os valores seriam destinados a "ações promocionais". No entanto, as testemunhas afirmaram que não tinham informações detalhadas sobre quais atividades eram realizadas ou quais resultados eram obtidos.

Posteriormente, ainda segundo os depoimentos, Casares teria passado a justificar parte das retiradas como recursos destinados à compra de ingressos. A investigação aponta que o clube não possui registros que comprovem quais ingressos teriam sido adquiridos.

"Era um valor variável, acho que uma vez por mês. Isso (acontecia uma vez por mês). R$ 100 mil, R$ 115 (mil), R$ 118 (mil)… R$ 100 (mil), R$ 109 (mil) e R$ 118 (mil). Isso, em dinheiro. Num envelope, dentro de uma pasta 'polionda'. O envelope vinha fechado, com plástico a vácuo. Então, eu não contava o valor, porque ele já vinha fechado. E tinha um recibo que especificava o valor", disse uma das testemunhas.

Em nota enviada pela defesa ao ge, Julio Casares afirmou que todas as movimentações estão devidamente registradas na Contadoria do clube. O ex-presidente também declarou que os pagamentos em dinheiro se referem a despesas relacionadas a, pelo menos, 172 partidas do São Paulo em diferentes competições.

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