Esporte

Tradicional clube brasileiro condenado a pagar dívida com padaria enfrenta crise trabalhista de até R$ 50 milhões

Divulgação | Ponte Preta
Clube tradicional condenado por dívida com padaria enfrenta passivo trabalhista que pode alcançar R$ 50 milhões  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Ponte Preta
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 12/10/2026, às 11h48 - Atualizado às 12h05



A Associação Atlética Ponte Preta enfrenta mais um capítulo de sua crise financeira. Condenada pela Justiça a pagar uma dívida de R$ 53 mil com uma padaria de Campinas, no interior de São Paulo, a equipe pode acumular um passivo trabalhista de até R$ 50 milhões.

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O clube possui atualmente cerca de 200 processos trabalhistas ativos. A estimativa considera novas ações judiciais e cobranças que podem ampliar o valor das dívidas, mesmo com a regularização de parcelas de acordos anteriores.

Em 2023, quando aderiu ao Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), a Ponte Preta acumulava cerca de R$ 34 milhões em débitos dessa natureza. O acordo previa pagamentos mensais de aproximadamente R$ 190 mil, mas o clube avalia a possibilidade de ampliar o prazo diante das novas cobranças.

Uma auditoria realizada durante as tratativas para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) apontou que a dívida total da agremiação gira em torno de R$ 320 milhões. Para agravar o quadro, o clube registra um déficit mensal estimado em R$ 2,8 milhões.

A crise financeira também coincidiu com resultados negativos dentro de campo. Em 2026, a Ponte Preta sofreu um duplo rebaixamento: caiu para a divisão de acesso do Campeonato Paulista e também foi rebaixada na Série B do Campeonato Brasileiro.

Condenação por dívida com padaria

Recentemente, a Justiça condenou a Ponte Preta a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria localizada nas proximidades do Estádio Moisés Lucarelli. O estabelecimento acionou o clube por falta de pagamento de alimentos fornecidos desde maio de 2025.

O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra julgou procedente o pedido do estabelecimento e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa do clube. A decisão determinou que a cobrança siga pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE), respeitando a ordem de pagamento dos credores da instituição.

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