Esporte

Tragédia na Fonte Nova em jogo do Bahia completa 17 anos

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Tragédia na Fonte Nova vitimou sete pessoas em 2007  |   Bnews - Divulgação Arquivo / Reprodução / TV Bahia
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 27/11/2024, às 14h55 - Atualizado às 15h15



Há 17 anos aconteceu uma tragédia em Salvador, um acidente que muitos desejam esquecer, mas que é impossível não recordar. Durante o jogo que garantiu o retorno do Esporte Clube Bahia à Série B de 2008, parte da arquibancada do anel superior da Fonte Nova ruiu. Na ocasião, sete pessoas cairam de uma altura de 20 metros e perderam suas vidas no local.

Essa data, o resultado e o acesso ficaram na história, mas  tudo também ficou manchado pela tragédia na Fonte Nova. Três mulheres e quatro homens foram vítimas do acaso, de um problema estrutural que até hoje não teve alguém responsabilizado.

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De 60.007 pessoas presentes, coincidentemente, como sobredito, sete perderam suas vidas. É um dia que de fato, não é para se esquecer, um dia em que o chão da arquibancada "desapareceu" sob os pés das vitimas que estavam ali apenas para emanar energia e gritar um dos trechos do hino do Esquadrão: "Ninguém nos vence em vibração".

Quem perdeu a vida naquele fatídico dia não pôde voltar para casa, ver os pais ou os filhos. Não pôde rever os irmãos, primos e tios. Não pôde voltar a pisar na Fonte Nova para ver o seu time do coração jogar. Márcia Santos Cruz, Milena Vasquez Palmeira, Midiã Andrade Santos, Anísio Marques Neto, Djalma Lima Santos, Jadson Celestino Araújo Silva e Joselito Lima Jr, jamais serão esquecidos.

A TRAGÉDIA

Há quem diga que a tragédia foi apenas um acidente. Há quem diga que não foi e que a situação foi se construindo aos poucos, com os reparos adiados e os laudos ignorados. Muitos falam que o acidente foi o resultado de anos de descaso e de uma estrutura que estava condenada devendo ter sido interditada. Este foi o dia onde a paixão do torcedor do Bahia foi deixada à mercê da negligência.

E o pior não é isso, mas sim o fato que, como supracitado, há 17 anos, mesmo com as denúncias do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), ninguém foi culpado. E para piorar foi o fato que, em meio a tudo isso, o local foi recostruído por inteiro apenas seis anos depois da tragédia. As famílias seguiram em frente, mas o luto e a saudade nunca irão passar e a luta pela justiça nunca cessará.

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