Esporte
por José Gabriel
Publicado em 26/05/2026, às 09h56 - Atualizado às 11h31
O impacto do centroavante Renê no Vitória foi meteórico. Em 15 partidas disputadas, o jogador de 22 anos já marcou nove gols e é o vice-artilheiro da equipe rubro-negra na temporada.
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O bom desempenho não passou despercebido por outros clubes. Nos últimos dias, surgiram rumores de que equipes do Brasil e também do exterior estariam interessadas em Renê e poderiam fazer propostas à Portuguesa-SP, que é quem detém os direitos do atleta.
Antes de qualquer alarde da torcida rubro-negra sobre uma possível saída do goleador, algumas questões precisam ser esclarecidas para entender a real situação do jogador. A primeira delas é que o Vitória possui garantias contratuais envolvendo Renê.
O clube tem uma opção de compra fixada em 1 milhão de euros e possui prioridade na aquisição do centroavante, mesmo que a Portuguesa receba uma proposta oficial durante o período de empréstimo. Caso isso aconteça, o Vitória terá até 72 horas para exercer a compra em definitivo pelo valor estabelecido.
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Recentemente, o diretor de futebol Sérgio Papellin confirmou que o Rubro-Negro baiano já negocia com a equipe paulista uma solução para antecipar a compra do jogador. “Estamos conversando com a Portuguesa, que tem um débito com o Vitória de um jogador que foi vendido. Vamos tentar fazer um encontro de contas para resolver essa situação”, afirmou.
Obstáculo no regulamento da CBF
Outro mecanismo que “protege” o Vitória de perder Renê para um clube brasileiro está no regulamento da CBF. Segundo a entidade, por já ter atuado por dois times na atual temporada, o atacante não pode entrar em campo por uma terceira equipe em competições organizadas pela CBF, como Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.
De acordo com o Manual Nacional de Registro e Transferência de Atletas, no artigo 13, parágrafo 3º, incisos I e II, um jogador pode ser registrado por até três clubes ao longo da temporada, mas só pode atuar por dois deles.
Ou seja, Renê até poderia ser negociado com outro clube brasileiro, mas não poderia jogar competições nacionais em 2026, o que reduz o interesse de possíveis concorrentes do Vitória.
Dessa forma, uma transferência internacional aparece como destino mais provável em caso de saída. Caso o Vitória consiga exercer a compra do atacante em definitivo, uma futura venda para o futebol europeu pode render bons frutos ao clube baiano.
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