Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 22/10/2026, às 19h20
O Santos está prestes a dar um passo impactante na sua gestão de futebol. No dia 8 de novembro, os sócios irão votar uma série de mudanças no estatuto do clube. Dentre as mudanças, existe a possibilidade da venda de até 80% de uma eventual Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
O estatuto do Santos permite a criação de uma SAF, desde 2022, mas limita a 49% a participação que pode ser negociada com investidores, impedindo a venda de uma fatia majoritária do futebol. No entanto, a possibilidade de alteração no estatuto é fundamental para que o Peixe prossiga nas negociações com o grupo SDC Sports.
Os investidores estão dispostos a aportar R$ 1 bilhão no departamento de futebol e mais R$ 1 bilhão para o pagamento de dívidas, mas solicitam 80% das ações da SAF. O Peixe assinou um termo de condições com a companhia norte-americana em agosto deste ano. A SDC Sports exigiu uma série de requisitos para o avanço das conversas, e a reforma do estatuto é condição obrigatória para a formalização de uma proposta final.
O clube e os investidores passaram por um processo de diligência dupla (due dilligence), entre março e agosto deste ano, para avaliação mútua da saúde financeira. Mesmo que a mudança de estatuto seja aprovada, ainda há um caminho a ser percorrido até que o Santos migre para o modelo de SAF. A proposta do grupo SDC teria que ser aprovada tanto pelo Conselho quanto pelos associados do clube.
As mudanças nas regras internas do Santos são discutidas durante meses pelo Conselho do Santos. A votação no órgão foi dividida em diversas reuniões, com início em 18 de maio e encerramento no dia 28 de setembro.
Houve protestos de torcedores durante algumas sessões, sobretudo na reunião que tratou sobre as exigências mínimas para se candidatar à presidência. Atualmente, é necessário ter dez anos de associação para disputar o cargo. Uma das propostas discutidas previa a exigência de dois mandatos no Conselho para concorrer. Uma importante mudança no estatuto que foi aprovada pelo Conselho Deliberativo e que irá à votação pelos sócios é o fim do Comitê de Gestão.
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Apesar do presidente Marcelo Teixeira ter perdido força na gestão, no qual passou a centralizar a tomada de decisões, o colegiado ainda tem poderes estatutários e é responsável pela administração do clube. Vale lembrar que, após votarem as alterações no estatuto, os sócios do Santos voltarão às urnas em dezembro para eleger o presidente do clube para os próximos três anos.
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