Esporte
por Natane Ramos
Publicado em 20/02/2025, às 21h38 - Atualizado às 21h39
O Tenente-coronel Menezes, comandante do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), esteve presente no Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM, exibido nesta quinta-feira (20), e falou sobre a possibilidade do retorno da torcida mista.
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Em entrevista a Zé Eduardo, o agente da segurança abriu o jogo sobre o debate. "Desde 2018 nós temos a recomendação do ministério público para ser a torcida única. Desde que eu assumi o comando do BEPE, a gente vem participando de várias reuniões, principalmente após o final do Campeonato Brasileiro do ano passado, feito várias tratativas com o Ministério Público e Judiciário para criar um ambiente que a gente consiga ter a segurança total para colocar essas duas torcidas no mesmo local", ressaltou.
"Mas, assim, envolve outros autores, principalmente da Fonte Nova e do Barradão, que parte para a questão dos orgãos da prefeitura, como a Transalvador, Sedur, Guarda Municipal, que a gente precisa o envolvimento de todos para que a gente tenha um controle do entorno, do perÍmetro de segurança que envolve a Arena Fonte Nova e o Barradão", iniciou.
Menezes também falou sobre o planejamento necessário para seguir com as torcidas sem grandes riscos à população. "Primeiramente, nós fazemos uma análise de risco de todos os jogos. E, no nosso ponto de vista, hoje não existe mais jogo tranquilo, porque sempre vai existir aliados e rivais. Tanto da torcida Bamor, quanto da torcida Imbatíveis. A partir do principio que nós fazemos a análise de risco, fazemos o planejamento efetivo, pedimos o reforço, e acompanhamos todas essas torcidas", refletiu.
O agente da segurança relembrou o polêmico jogo entre Vitória e Vasco, em que 34 pessoas da Torcida Jovem do Vasco foram detidas, o que reforça ainda mais a preocupação com o aumento da violência caso haja um retorno efetivo da torcida mista.
"Nós tomamos conhecimento, no dia anterior, de uma agressão que aconteceu na Praia do Flamengo e através das redes sociais nós fizemos um levantamento, e todos que estavam dentro daquela residencia, como nós iamos escoltar todos aqueles torcedores naquele dia, já preparamos o ônibus do BEPE e só fomos separando, mantivemos contato com a Polícia Civil, que já estava esperando na central de flagrante e todos aqueles 34 torcedores foram apresentados ao delegado, e para nossa surpresa, dentro daqueles 34 seguidores, uma boa parte era torcedor da Bamor", detalhou.
Durante a entrevista, o tenente-coronel acrescentou se há a possibilidade de um dia deixar de existir as torcidas organizadas nos estágios. "A torcida organizada ela nunca vai deixar de existir. Mas, assim, a partir do momento em que a gente consegue manter contato com as lideranças, a gente consegue ter noção do que vai acontecer", informou.
Apesar de toda a violência registrada entre as torcidas, Menezes destacou que o BEPE vem exercendo sua função para diminuir ao máximo os perigos durante tais eventos e garantir um futebol seguro para todos.
"Nós estamos muito bem alinhados com as torcidas organizadas, o diálogo é constante, o BEPE foi criado em 2011 para se adequar a Copa do Mundo que foi em 2014, e a Copa das Federações em 2013, e ficou esse legado. Então, hoje o BEPE tem 160 homens e esse alinhamento é feito diariamente com o Ministério Público, o Judiciário e ar torcidas organizadas dos clubes. Nessas reuniões a gente consegue entender, saber tudo o que vai ser feito e é tudo feito com o apoio do BEPE", declarou.
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