Esporte

'Vitória ainda está em reconstrução', diz Fábio Mota

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O presidente enfatiza a necessidade de melhorias na estrutura do clube para atrair jogadores e competir em alto nível no futebol brasileiro.  |   Bnews - Divulgação Arquivo/BNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 22/08/2025, às 08h01



O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez uma avaliação do atual momento do clube em meio à crise vivida pelo time na Série A do Brasileirão. O dirigente voltou a falar sobre o processo de reconstrução da agremiação desde a saída da Série C do futebol brasileiro.

"Para ser um time com estabilidade, ou você tem uma grana para ter um time forte, contratando muito ou você faz como o Vitória, que tem tido um time por ano em cada competição diferente. Isso dá instabilidade. Quando vai se resolver isso? Quando tiver uma base de volta. Acredito que em um a dois anos podemos frutificar isso. Ou quando tivermos um grande investidor como tem o nosso rival para ter a estabilidade de, quando precisar de um goleiro de 5 milhões de euros, vai lá e contrata. Nossa realidade hoje é outra, é uma instituição em reconstrução e ficará por mais três ou quatro anos", disse Mota, durante entrevista à rádio Sociedade, nesta sexta-feira (22). 

Questionado sobre a possibilidade de voltar a ser candidato à presidência, Fábio Mota se esquivou, mas disse que há previsão estatutária para que permita mais uma eleição.

"O estatuto permite. 6 de dezembro eu faço quatro anos como presidente, um como interino e três de eleito. Hoje o Vitória tem um grupo, só sou coordenador desse grupo de pessoas que trabalham e dão sua vida pelo Vitória", pontuou o dirigente. "Montamos um grupo de pessoas imbuído no propósito de reconstruir o Vitória e elas estão fazendo isso junto com a torcida, que é a grande responsável. Cheguei no clube e tinham quatro mil sócios. Hoje são 36 mil sócios", acrescentou.

Fábio Mota também falou sobre investimentos na estrutura do Vitória. Ele defendeu que essas melhorias elevam o potencial do clube e a visão perante outros jogadores.

"Você precisa pensar o clube para daqui a 10 ou 20 anos. Se você ficar parado, o bonde passa e você fica parado no ponto. O jogador hoje vem por salário, mas também vem por condições de trabalho. Por estar no Nordeste, é uma logística complicada. Você viaja muito. O Vitoria não tem grana para fretar avião e fazer todo jogo. Tem que ter uma boa estrutura, bons campos e boa academia. Os atletas falam entre si", disse o presidente rubro-negro. 

O Leão da Barra ocupa a 17ª posição da Série A, com 19 pontos conquistados em 20 jogos disputados. O próximo compromisso do time é diante do Flamengo, no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira (25), às 21h. A partida está marcada para o estádio Maracanã.

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