Publicado em 05/07/2011, às 11h39 Rafael Albuquerque
Um caso de sumiço de corpo dentro de um hospital municipal de Candeias aterroriza a população. Uma mulher que tinha tomado quatro injeções de benzetacil por orientação médica na clínica Climar, pois estava sentindo dores, passou mal e entrou em trabalho de parto nesta quinta-feira (30). Encaminhada ao Hospital Ouro Negro, teve a notícia de que o feto estaria morto. Os médicos não deixaram o pai acompanhar o trabalho de remoção da placenta e do próprio feto.
Nesta sexta-feira (1º), o pai e o funcionário de uma funerária foram ao necrotério do hospital, mas constataram que na gaveta só tinham dois sacos. De acordo com a cunhada da mulher, identificada como Virna, enfermeiras não souberam informar o paradeiro do feto. A reportagem do Bocão News entrou em contato com o hospital, que inicialmente passou a responsabilidade para Secretaria de Saúde do Município, mas depois se manifestou.
O diretor da unidade hospitalar, Marcos Sarmento, informou que a secretaria está preparando uma nota para enviar à imprensa, mas adiantou ao Bocão News que a mulher com a gestação de aproximadamente quatro meses “chegou com o feto morto e com sinais de degradação” e que "provavelmente a mãe teria sífilis", o que deverá ser comprovado por um laudo técnico.
Sobre o sumiço do feto, Sarmento afirmou que “foi feita uma curetagem. A placenta deve um encaminhamento técnico e o feto outro”. É justamente aí que mora o problema, já que o feto de quatro meses ainda não foi encontrado. Enquanto o hospital não esclarece essa questão, as dúvidas continuam a pairar no ar.
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