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"Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta"

Publicado em 12/07/2011, às 15h00   Redação Bocão News



A jornalista Cristina Guimarães, vencedora do Prêmio Esso em 2001 junto com Tim Lopes (morto por traficantes em junho de 2002 durante uma reportagem sobre bailes funk no Rio de Janeiro promovido pelos criminosos) pela série 'Feira das drogas', afirmou que a Rede Globo, empregadora de ambos na época das reportagens, não ofereceu proteção a ela e ao colega, e que Tim poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas, de acordo com informações do Jornal do Brasil.
"Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta", disse ela, que retornou ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional.

Em seu livro, que será lançado nos Estados Unidos, no início do próximo ano, a jornalista promete causar polêmica e agitar os bastidores do caso que ficou conhecido em todo o país. “Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, pondera.

Ainda segundo o site, na publicação, Cristina conta como a TV Globo lhe virou as costas na hora de oferecer segurança. "Os traficantes da Rocinha ofereciam R$ 20 mil pela minha cabeça. Pedi ajuda à TV Globo e fui ignorada". Ela diz ainda que sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. 

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