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Superintendente da Transalvador admite problemas no trânsito

Imagem Superintendente da Transalvador admite problemas no trânsito
Alberto Gordilho afirma que horário de pico na cidade é realmente complicado  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 17/08/2011, às 19h40   Patrícia Costa



Para falar sobre um dos problemas que atormentam a cada dia a vida da população de Salvador, o trânsito, o programa Se Liga Bocão, comandado por Zé Eduardo, desta quarta-feira (17), entrevistou o superintendente de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), Alberto Gordilho Filho, que acabou chegando com atraso à Itapoan FM, na Federação, por causa dos constantes congestionamentos que travam a cidade nos finais de tarde.

"Peguei um engarrafamento no Campo Grande, mas não foi por causa de nunhum acidente na região e sim, devido ao fluxo de veículos em função do horário de pico", informa ele.

Na oportunidade, um ouvinte questionou se não há uma solução para que as obras da prefeitura de Salvador, que são feitas duante o dia, não atrapalhem o trânsito na cidade, já que caminhões não têm horas para fazer a carga e descargas nos locais. "Isso é verdade. Uma dessas obras que estão trazendo complicações ao tráfego é o da Vasco da Gama. Mas infelizmente, ela exige que os caminhões façam diariamente cargas e descargas dos materiais", disse ele.

Para o superintendente, seria interessante se os caminhões não fizessem cargas e descargas nos horários comerciais, mas segundo ele nem sempre isso é possível. "Sou superintendente da Transalvador, mas antes disso também sou motorista. Sei que essa situação gera incômodos, é desagradável, mas tem momentos que não podemos fazer muita coisa e isso causa, no mínimo, insatisfação aos motoristas", confessa.

Sobre o horário de pico, o superintendente conta que "é um horário difícil em que há uma grande concentração de veículos o que acaba congestionando as avenidas. Em relação a pergunta de outro ouvinte sobre o trânsito em Cajazeiras que trava na feirinha, Gordilho disse que "diariamente tem agentes do órgão fazendo rondas no bairro, mas vamos intensificar as blitzes na região", prometeu.

Questionado por Zé Eduardo, a respeito do motorista que se nega a fazer o teste do bafômetro, Gordilho respondeu: "ele não é obrigado a produzir provas contra si mesmo por meio de exame do bafômetro ou de sangue, mas para punir os infratores, os carros ficam retidos", explica. O crime, segundo o Código Penal, prevê multa de R$ 957,70, suspensão da carteira de habilitação por um ano e prisão, se houver mais de 0,3 ml de álcool por litro de sangue. Conforme o superintendente, ao longo da semana serão realizadas as chamadas "blitzes relâmpagos" para itensificar as fiscalizações na cidade.

O gestor da Transalvador informa que o dinheiro das multas de trânsito "vai para a compra de equipamentos e também para pagar aluguéis das viaturas utilizadas pelos agentes. E não são suficientes para pagar todas as despesas da Transalvador", ressalta.

Um outro ouvinte quis saber por que agentes do órgão reboracaram, nesta quarta-feira, o carro dele que estava estacionado em frente ao Condomínio São Judas Tadeu, no bairro de Pernambués, já que no local existiam outros veículos. Ele alega ainda que não há placa de proibição.

Para explicar o ocorrido, o representante da Transalvador Renato Araújo, responsável pela ação, ligou para o programa e falou ao vivo: "Zé com relação ao fato, foram rebocados dois veículos que estavam sobre a calçada e isso dispensa qualquer sinalização", finalizou.

"Esse indivíduo aí (o superintendente) deveria se preocupar em desafogar o trânsito em Salvador e não ficar vendo quem está com carteira de habilitação vencida", disse indignado um dos ouvintes. "A Transalvador tem que cumprir com todas as suas atribuições e essas são uma delas. Disso ela não vai se descuidar", rebateu Gordilho.

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