A Justiça Federal bloqueou todos os bens do empresário Paulo Sérgio Costa Pinto Cavancanti, acusado de comandar um esquema de sonegação fiscal que pode gerar até R$ 1 bilhão em prejuízo ao fisco, segundo estimativa da Receita Federal. A informação foi confirmada na sexta-feira (19), pelo advogado do empresário, Gamil Föppel, que revelou que a ação incluiu até bens adquiridos antes dos fatos que estão sendo investigados.
A defesa do empresário garante que o possível problema fiscal que teria desencadeado a operação aconteceu em Minas Gerais entre 1997 e 1999, com investigação aberta em 2002. “Em nove anos, Paulo Cavalcanti jamais foi intimado a prestar esclarecimentos”, destaca Föppel ao jornal A Tarde. Os valores da investigação também não teriam sido informados ao investigado, garante o advogado. “Essa história de R$ 1 bilhão não existe”, assegurou, sem no entanto informar qual seria o valor. “A obrigação de informar isso é da Receita Federal”.
A Operação Alquimia deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira também abrange empresas localizadas no exterior, informou o Superintendente da Receita Federal, na 5ª Região, Romeu Queiroz. “O grupo tem empresas no Brasil e no exterior”, afirmou Queiroz. Dos 31 mandados de prisão expedidos, 23 foram cumpridos.