
Divulgado nesta quinta-feira (4), o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, mostra que o Brasil ocupa a 73ª posição entre 169 países e que a liderança do Brasil na América Latina no campo econômico não se reflete no campo social. Na região, o país ocupa a 11ª posição no ranking do IDH. Barbados, Bahamas, Chile e Argentina lideram o ranking latino-americano.
Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda aparecem com as cinco primeiras posições, enquanto Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso estão entre os cinco piores colocados.
O Haiti é o país da região com os piores índices, levando à classificação mais baixa no IDH. Entre 169 países, o Haiti situa-se na145º colocação.
O estudo estima que 10% da população na América Latina viva em condições de pobreza e privações múltiplas na saúde, na educação e no padrão de vida. No Haiti, 57% vivem abaixo da linha da pobreza, segundo o relatório. No Uruguai, apenas 2%.
Apesar dos avanços na educação, o documento aponta que a América Latina é prejudicada pela distribuição do rendimento, que ainda é a mais desigual do mundo.
De acordo com o economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Flavio Comim, o Brasil precisa melhorar o nível de educação para se aproximar de alguns países vizinhos, como Argentina e Uruguai, que apresentam melhores resultados.
Para Jeni Klugman, uma das principais autoras do relatório,em alguns aspectos, especialmente nas matrículas escolares, a América Latina está se aproximando dos níveis da Europa e da América do Norte.
Conforme o estudo, vários países da América Latina alcançaram alguns dos maiores progressos vistos em qualquer parte do mundo.
O documento mostra, ainda, que a América Latina apresentou melhoras expressivas em saúde, educação e renda.
Nos últimos 40 anos, segundo o relatório, pouco mais da metade das crianças em idade escolar da região frequentava a escola. Atualmente, esse número é de mais de 80%, com alguns países atingindo quase 100% de matrícula.
Desde 1970, de acordo com o IDH 2010, a expectativa de vida média na região subiu dos 60 para os 74 anos, elevando-se até os 79 anos em alguns países, como Costa Rica e Chile. Em outros, como a Bolívia, embora tenha aumentado 20 anos - de 46 anos para 66 anos -, ainda é insatisfatório.
Neste relatório, o IDH de Cuba não foi calculado devido à indisponibilidade de números do rendimento comparáveis internacionalmente. O relatório ressalva que Cuba tem realizações sólidas e continuadas na saúde e na educação.