
Parentes, amigos e colegas de profissão lotaram o cemitério Jardim da Saudade na tarde desta quinta-feira (25), para se despedir do radialista Edmundo Carvalho, 67, sepultado hoje. Ele morreu na noite desta quarta-feira (24), por volta das 21 horas, vítima de complicações do câncer contra o qual lutava há alguns anos.
Pai do radialista Edmundo Filho, coordenador de Rádio da Assessoria Geral de Comunicação (Agecom) do governo Wagner, e de Almir Carvalho, um dos diretores da Tudo FM, Edmundo deixou mulher, quatro filhos e alguns netos.
Edmundo Carvalho começou a trabalhar em rádio ainda adolescente, na década de 50, tendo dedicado 50 anos da sua vida à comunicação. Foi narrador esportivo, repórter, apresentador e produtor nas principais emissoras de rádio de Feira de Santana, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro.
Em 1972 foi eleito o jornalista do ano como repórter da Rádio Nacional de Brasília. Foi correspondente da revista Placar nos anos 80 e da Voz da América até meados dos anos 90.
Integrou ainda as primeiras equipes de reportagem e produção do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), de onde se desligou como servidor público para retornar à Rádio Sociedade, de onde ainda era funcionário, e TV Itapoan.
Na Itapoan, fez parte de projetos esportivos vitoriosos como Peladão Casaforte e Lance Livre. A Rádio Sociedade da Bahia, agora pertencente à Rede Record, foi seu último emprego. Trabalhou na Sociedade desde a época em que a emissora integrou os Diários Associados e continuou na equipe durante as administrações do Sistema Nordeste de Comunicação, do empresário Pedro Irujo.
Texto apurado, voz marcante e criatividade são as suas marcas profissionais que ficaram mais propagadas em expressões e jargões como "caixão e vela", "ti-ti-ti", "de bem com a vida" e entre outras.