Em coletiva, nesta quarta-feira (23), o secretário do Transporte do município, José Matos, informou que a prefeitura de Salvador não pode obrigar os rodoviários a retomarem as atividades, já que eles têm direito a greve.
Na oportunidade, o secretário disse que a Transalvador disponibilizou 298 veículos complementares nas ruas como alternativa para população fazendo diversos intinerários.
Ainda segundo o secretário, o órgão determinou que toda a frota do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC) esteja em circulação na capital enquanto durar a paralisação.
"A prefeitura está muito preocupada com essa situação e convida os rodoviários a cumprir com seu papel de cidadão atendendo o pleito de não deixar a população sem transporte, pois ela é quem mais sofre com a paralisação. Eu não vejo a greve como instrumento de pressão ou persuasão para a Justiça tomar iniciativas", colocou.
A Justiça determinou que 40% dos ônibus devem circular durante a greve, e nos horários de pico, o porcentual sobe para 60%. Se a ordem não for cumprida, o sindicato vai pagar multa de R$ 50 mil reais por dia. O julgamento do dissídio dos rodoviários acontecerá nesta sexta-feira (25), às 16 horas. A data inicial era a próxima segunda-feira. A transferência foi anunciada no final da tarde da última terça em nota publicada no site do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia).
Greve dos rodoviários Os rodoviários estiveram reunidos por cerca de uma hora na tarde de terça-feira (22) com empresários do Sindicato das Empresas de Transporte (Setps). No encontro intermediado por procuradores do Tribunal Regional do Trabalho, os trabalhadores não aceitaram o reajuste de 4,88% oferecido pelos patrões. De acordo com o diretor de Comunicação do sindicato, Ubirajara Sales, a categoria exigia aumento salarial de 13,80%, mais 21% de reajuste do vale-alimentação.