Publicado em 29/09/2012, às 09h32 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
Os professores da rede estadual de ensino realizaram assembleia nesta terça-feira (18), no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários, no Largo dos Aflitos, em Salvador, e decidiram fazer novas paralisações nos dias 28 de setembro e 3 de outubro.
De acordo com o presidente da Associação dos Professores do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, a categoria decidiu parar para pressionar o governo a negociar. “Depois de mais de 100 dias de greve, voltamos ao trabalho, mas ainda não temos parecer de que teremos nossos direitos garantidos”, justificou Rui. Nos dois dias de paralisação, a categoria fará um ato público na Praça da Piedade, às 9 horas, seguido de uma caminhada até a Praça Municipal.
“Por enquanto faremos apenas manifestações, mas nada nos impede de voltarmos a deflagrar uma greve, já que o governo não se interessou em sentar à mesa para negociar itens como campanha salarial, mudanças no formato do ensino médio e outros itens a serem avaliados”, garantiu Rui.
Em entrevista ao Bocão News, o presidente da APLB deixou clara a eminência de uma nova greve da categoria. “Nós aceitamamos voltar ao trabalho em troca dos direitos que nos foram tirados durante o movimento, a exemplo de nossos salários, que foram retidos, e o retorno dos 154 profissionais do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) que foram demitidos. E só”, complemetou.
Greve - O governador Jaques Wagner apresentou uma contraproposta para a realização do acordo que deu fim à greve de 115 dias dos professores, por meio de correspondência enviada a APLB-SINDICATO. De acordo com a Secretaria de Comunicação, foram apresentadas cláusulas econômicas, contidas na proposta de intermediação do Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Segundo a contraproposta, além dos reajustes salariais neste ano, que variam de 6,5% a 11,5%, o Governo prometeu conceder a todos os professores licenciados da carreira de Magistério, por meio de curso de atualização de práticas pedagógicas, promoção com ganho de 7%, em novembro de 2012, e nova promoção, também com ganho de 7%, em março de 2013.
Pelo documento, o Estado vai encaminhar para revogação o artigo 3º da Lei 12.364, de 25 de novembro de 2011, que prevê reajuste de 3% e 4% para os meses de outubro de 2013 e de 2014, respectivamente. Além disso, qualquer reajuste salarial linear concedido aos servidores públicos vai comtemplar os professores.
As solicitações do sindicato relacionadas a demissões, processos administrativos, salários dos professores e repasses das contribuições sindicais foram aceitas pelo governo. Somadas às questões econômicas, elas se configuram como base do acordo.
“Para efetivação da proposta atual, é necessária a assinatura de concordância entre as partes, bem como o compromisso do sindicato em suspender imediatamente o movimento reivindicatório e os professores cumprirem o calendário de reposição das aulas”, detalha o documento enviado à APLB, com cópia para o MPE, TJBA e Ministério Público do Trabalho.
A reportagem tentou entrar em contato com o Governo do Estado, por meio da secretaria de comunicação, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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