Valéria afirma que teve R$ 4 mil em prejuízos dentro da instituição de ensino |
Publicado em 17/04/2013, às 19h25 Alessandro Isabel (Twitter: @alesandroisabel)
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Era manhã do dia 11 de março de 2013. A estudante de enfermagem Kátia Valéria Souza, 39 anos, saiu da sala de aula e deixou sua sacola com objetos na cadeira. Ao retornar, percebeu que o material tinha sido furtado dentro da Unijorge, unidade da Av. Paralela. De acordo com Valéria, ela perdeu um celular – avaliado em R$ 1.500,00 -, bijuterias e roupas que vendia para ajudar a pagar a mensalidade do curso.
“Quando retornei para a sala perguntei aos meus colegas de classe, ao apoio, que é responsável por guardar o material esquecido, e me disseram que nada foi visto”, disse Valéria, que procurou outros setores da instituição. “Procurei no achados e perdidos, recepções do prédio, e solicitei as gravações das câmeras dos corredores para que pudesse ver as filmagens no horário”.
“Já se passaram 38 dias e não tive nenhuma resposta. Quero agora saber como ficarei com este prejuízo, pois estes pequenos furtos vêm acontecendo dentro da instituição e eu ainda não soube de algum que tenha sido tomado alguma providência”, questiona a estudante.
Depois de todas as solicitações a via crúcis de Valéria estava apenas começando. “Ainda estive na ouvidoria para relatar o fato e registrar uma ocorrência. Depois disso fui até a delegacia de Pau da Lima e registrei um Boletim de Ocorrência (B.O). Com este B.O retornei para a ouvidoria para cobrar uma resposta. Para variar, ela não tinha”.
A reportagem do Bocão News manteve contato com a Unijorge. A instituição informou que “mantém uma central de segurança e profissionais disponíveis para preservar a integridade dos alunos, sem tirar a privacidade necessária nos ambientes de aprendizado e pesquisa”.
“A instituição lamenta o ocorrido e afirma que fez um levantamento nas gravações do citado dia, para que a aluna consiga esclarecer o que aconteceu. Infelizmente, não existem filmagens que registrem o ocorrido. A Unijorge continua ao dispor para cooperar, como possível, com as autoridades na elucidação do caso”.
Segundo Henrique Guimarães, advogado especialista em defesa do consumidor, a Unijorge é responsável pela segurança e qualquer prejuízo que o estudante tenha em suas dependências. “Ela deve procurar o juizado de pequenas causas, pois a instituição tem total responsabilidade por quaisquer prejuízos dentro de sua área”, explica.
A resposta da Unijorge não convenceu a estudante que permanece com o prejuízo e garante que vai continuar buscando uma solução. “Falei para a ouvidoria que tenho até 2017 para lutar. Mesmo assim não me responderam. Perdi quase R$ 4 mil. Dizem que não vão arcar com os prejuízos e nos tratam com descaso e falta de respeito. Isso é um absurdo”, concluiu.
Nota originalmente postada às 12h do dia 17
Classificação Indicativa: Livre
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