Publicado em 23/01/2011, às 17h28 Redação Bocão News
O aumento na construção de prédios altos da orla marítima em Balneário Camboriú (SC) nos últimos anos criou uma situação desconfortável para os banhistas que procuram o destino turístico: os edifícios fazem sombra na praia a partir das 14h, "roubando" até 6h de sol. Com isso, eles decidem deixar o local, ou procurar trechos ainda ensolarados, diz reportagem da Folha de S.Paulo neste domingo.
De acordo com a publicação, a construção desses espigões - que começaram a surgir na década de 80 - foi permitida levando em conta apenas a condição de não abrigar um prédio junto ao outro, acabando com a ventilação na orla.
Para compensar perdas com trechos vazios, investiu-se em prédios altos, com mais apartamentos. A prefeitura afirmou ao jornal que não há limite de altura para os prédios na orla, e que não adiantaria colocar um limite agora, já que restam poucos terrenos disponíveis.
O caso aconteceu no sul do país, mas com o indicativo de que um novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) para Salvador está sendo discutido em salas de reuniões isoladas acusticamente, nunca é de mais alertar à população soteropolitana que isso pode vir a acontecer por estas bandas.
O prefeito João Henrique não tem demonstrado muitas preocupações em atender aos anseios do cidadão, por outro lado, deu mostras de que não vai poupar esforço para agradar o empresariado que dá uma “forcinha” para ele.
É de bom tom que o sinal amarelo fique aceso e a população preparada para não deixar que algo deste tipo aconteça na capital baiana.
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