Publicado em 27/01/2011, às 08h19 Redação Bocão News
O acesso ao Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, ficou mais fácil depois da construção, em 2008, do sistema viário Dois de Julho. Contudo, estacionar o veículo, embarcar e desembarcar parentes e amigos são empreitadas cada vez mais difíceis para muitos motoristas, que chegam a permanecer até 30 minutos no estacionamento do aeroporto à espera de uma vaga.
A última ampliação do estacionamento de veículos, que tem 1350 vagas (sendo 70 exclusivas para idosos e 14 para deficientes físicos), ocorreu no ano de 2002, ou seja, há nove anos. Dados do Ministério da Defesa mostram que nesse mesmo ano, o aeroporto de Salvador recebia cerca de 3,7 milhões de pessoas.
Em 2005, superou os seis milhões. E a movimentação continuou crescente ano após ano, sem que nenhuma ampliação na área de estacionamento fosse realizada. Em 2010, a circulação foi de 7,7 milhões de passageiros, de acordo com informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
A procura pelo serviço é, portanto, bem maior do que a capacidade do sistema de oferecê-lo. Ontem pela manhã, a advogada Maria Ângela de Brito rodou durante 30 minutos com o veículo até encontrar uma vaga. “Eles cobram pelo tempo a partir da entrada, mas não oferecem vaga disponível. É uma injustiça”, pontuou. “É sempre o mesmo sufoco, uma agonia. Eles deveriam ao menos ter um modo de sinalizar para o motorista onde surgiu a vaga, ia evitar de a gente ficar rodando”, apontou a oftalmologista Bárbara Nogueira.
Das 14 vagas reservadas para deficientes físicos, seis ficam isoladas com fitas amarelas e oito ficam localizadas sem isolamento. Sem a devida fiscalização, motoristas sem consciência social estacionam sem cerimônia em locais destinados a veículos de idosos e/ou pessoas com deficiências.
E foi justamente dessa forma equivocada que os condutores do Fiesta preto, placa JPV 8350 e do Pálio prata, HFS 9389 agiram. Ao ser indagado pela reportagem, o motorista do Fiesta tentou justificar, dizendo “só vou ali e volto”.
Além dos problemas relacionados à oferta de estacionamento e a falta de educação de algumas pessoas, o local ainda reúne dificuldades estruturais. O proprietário de um dos veículos estacionados, uma Pajero preta, para abrir o porta-malas (colocar bagagens) e não se molhar (num lugar coberto), certamente precisou manobrar o carro.
Uma ‘cachoeira’ atingia o carro, deixando sujo o que antes parecia limpo e ainda formava uma grande poça de água no chão. Outro problema é relacionado a iluminação. A parte térrea do estacionamento é escura durante o dia. A cor do teto (cinza) e a claridade externa deixam o ambiente ‘sombrio’, propício para ação de marginais.
De acordo com uma funcionária da empresa Big Burger - que tem a concessão do estacionamento -, pelo menos nos últimos oito anos, nenhuma ação marginal foi registrada dentro do estacionamento, que conta com o trabalho de 14 seguranças e mais câmeras de vigilância.
Fila dupla é comum na área de embarque
Quem prefere apenas deixar quem for viajar e não acompanhar até a área interna do aeroporto, também enfrenta dificuldades para simplesmente parar o veículo no piso superior.
Fila dupla, tripla de veículos é bastante comum, principalmente no horário de pico (no início da manhã e no final da tarde). “Os agentes da Transalvador somem e muita gente aproveita até para estacionar o carro aqui em cima”, explicou o funcionário de uma das lanchonetes, por trabalhar no local, já acostumado com a bagunça no local.
A fiscalização ineficaz da Transalvador e a falta de apoio da Polícia são apontadas, pelos motoristas, como os maiores problemas para coibir a ação dos motoristas. Segundo o superintendente Regional da Infraero Centro Leste, José Cassiano Ferreira Filho, reconheceu os problemas estruturais do estacionamento e disse que obras de ampliação estão previstas, mas a partir de 2012.
Ele disse ainda que a Transalvador vem atuando desde outubro no aeroporto e que um novo convênio será firmado entre a Infraero, a Transalvador e a Secretaria de Segurança Pública para coibir o transporte clandestino no lugar.
Com informações do Tribuna Online
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