Familiares de paciente protestam em frente a Central de Regulação
Mulher segue entubada em estado grave e Sesab diz que não tem vaga na UTI |
Publicado em 12/08/2013, às 10h15 Alessandro Isabel (twitter: @alesandroisabel)
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Descaso. Essa foi a palavra mais pronunciada por amigos e familiares de Elivaldete Silva Santana, de 41 anos, que desde a última quarta-feira (07) segue respirando com a ajuda de aparelhos no Hospital São Jorge, bairro de Roma, na Cidade Baixa de Salvador. Ela deu entrada com o quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e desde então segue entubada em estado grave.
Sem condições técnicas de cuidar da paciente a unidade de saúde solicitou da Central de Regulação a transferência com urgência de Elivaldete para um hospital especializado em tratamento neurológico: “o que ainda não aconteceu”, disse Roque Santos, filho da paciente.
“Estivemos na quinta-feira no fórum e a Justiça expediu uma liminar obrigando a Secretária de Saúde do Estado a providenciar um leito para minha mãe, mas o governo se nega a cumprir uma determinação judicial. Alegam que não tem vaga”, explica Roque que na noite deste domingo resolveu ir pessoalmente na sede da Central de Regulação no bairro do Pau Miúdo.
Acompanhado dos irmãos, amigos e vizinhos, Roque encontrou dificuldades para conseguir falar com um representante da unidade. “Falamos apenas com o segurança que diz não ter autorização para chamar ninguém”, afirma Roque.
Hélio dos Santos, marido de Elivaldete, também luta para conseguir um leito para a esposa em outro hospital. “Estive batendo em todas as portas e nenhuma delas se abriram. Estamos desesperados e não sabemos mais a quem recorrer”.
“Sempre que perguntamos no hospital sobre a transferência, eles dizem que ainda não tem vaga disponível e a cada dia vejo a minha mulher perdendo as forças por falta de um leito”, conta emocionado Hélio que resolveu protestar em frente à Central de Regulação.
"Queremos apenas o que é de direito de todo cidadão: saúde. Pagamos impostos igual a qualquer um e não recebemos nenhum beneficio", desabafa o homem que aguarda ansioso a transferência da mulher para um hospital especializado. A reportagem do Bocão News esteve acompanhando a luta da família durante a tentativa de negociação com a regulação. Até o fechamento dessa matéria nenhum responsável foi encontrado para comentar o caso.
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