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Publicado em 17/11/2013, às 20h33 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
Um surto psicótico poderia explicar o possível envolvimento de Guilherme Longo, 28 anos, na morte do enteado, o pequeno Joaquim Ponte Marques, 3, no interior de São Paulo. A informação foi de amigos e familiares do padrasto do garoto, segundo reportagem publicada na Folha de S. Paulo.
O menino foi encontrado morto no rio Pardo no último domingo (10), cinco dias depois de desaparecer de casa. A reportagem da Folha ouviu 24 pessoas que conviveram com Longo e a mulher, Natália Ponte, 29, mãe de Joaquim. Os dois estão presos como suspeitos pelo crime.
Longo é descrito por amigos como uma pessoa que era carinhosa com Joaquim, muito amoroso com a esposa e a mãe. O menino o chamava de "Guigui" e os dois costumavam brincar juntos. O pai de Joaquim afirmou que o filho nunca reclamou do padrasto.
Longo, como seus dois irmãos, é adotado. Uma amiga que não quis se identificar tem dificuldade em acreditar que Longo estaria envolvido na morte do menino. "O Guilherme que conheci seria incapaz de cometer crime".
Contradição
Já presa, Natália contou detalhes que contradizem essa versão de Longo e mostram um lado mais agressivo do marido, que tinha passagens na polícia por roubo e já esteve internado pelo vício em cocaína - inclusive, os dois se conheceram há 2 anos, quando ele estava internado em uma clínica de recuperação onde Natália trabalhava como psicóloga.
Longo foi parar na clínica depois de entrar e largar três faculdades, morar 2 anos na Irlanda e passar a abusar de cocaína e álcool, além de ter passagem policial por roubo. Em uma situação, foi acusado de roubar R$ 150 e o celular de uma mulher. Nos dois casos, acabou inocentado.
Durante sete meses, Longo passou por tratamento. Ao ter alta, começou a estagiar na clínica. Ele e Natália então passaram a viver juntos em São Joaquim da Barra, mas há cinco meses se mudaram para Ribeirão Preto, onde nasceu o filho do casal, atualmente com 4 meses.
Foi desta casa que Joaquim sumiu no dia 5. Depois de ser presa, Natália começou a relatar que Longo chegou a ameaçar se matar e estava tendo recaídas em ambos os vícios. "Ele me disse que estava tomando cerveja novamente. A bebida leva às drogas", disse Pedro Alberto de Souza, 29, coordenador da clínica.
Antes do sumiço de Joaquim, Natália não contou a ninguém que sofria ameaças. Ela chegou a ficar um mês na casa dos pais no começo do ano, depois de brigas com Longo, mas não revelou detalhes do desentendimento.
O pai dela, Vicente Ponte, a apoiou na época para voltar ao relacionamento com Longo. "Não sei mais o que pensar da relação dos dois."
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