Pessoas urinam no chão e na porta das casas, botijão de gás de vendedor ambulante pega fogo, o som é nas alturas, o espetinho com palito é vendido ‘numa boa’ e a patrulha da PM não dá conta. Esse é o cenário da Segunda-feira Gorda da Ribeira e a prefeitura não tem a intenção de acabar com ela. Segundo a assessoria, a festa é tradicional e reclamar disso tem o mesmo peso que “reclamar da Lavagem do Senhor do Bonfim”, disse um dos assessores do prefeito ACM Neto (DEM). Ainda em contato telefônico com o Bocão News, a assessoria garantiu que a região é fiscalizada constantemente pelos órgãos da prefeitura. Inclusive, a Semop realizou uma fiscalização na Orla na última sexta (17). No entanto, nenhuma foi feita durante a festa.
Já em contato com a Sucom, o site foi informado que a Segunda-feira Gorda é um problema antigo. Os últimos dados levantados, de 2013, revelam que o órgão atendeu 209 denúncias de poluição sonora na Ribeira e adjacências. “Além disso, foram realizadas 37 operações com o apoio da 17ª Companhia de Policia Militar que resultaram em 92 equipamentos apreendidos, 14 notificações e 49 autos de infração por desrespeito à lei 5354/98”. Por telefone, a assessoria da Sucom garantiu que a fiscalização será intensificada.
Enquanto isso, parte dos moradores da Ribeira terão que conviver com os problemas já citados nesta matéria e aparentemente, com o aval da prefeitura de Salvador e do governo do Estado.
Publicada no dia 21 de janeiro de 2014, às 11h28