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“A questão de ser jovem, bonita, já pesava”, diz freira brasileira afastada de mosteiro

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Freira brasileira Aline Pereira Ghammachi foi afastada da liderança de quatro mosteiros na Itália  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 30/06/2025, às 15h50



A freira brasileira Aline Pereira Ghammachi, afastada da liderança de quatro mosteiros na Itália, afirma que foi vítima de perseguição e preconceito devido à sua juventude e aparência.

Em 2018, aos 34 anos, ela se tornou a abadessa mais jovem do país, mas relata que seu perfil, jovem e considerada bonita, gerou desconforto e críticas dentro da hierarquia eclesiástica, especialmente por parte do abade geral Mauro Giuseppe Lepori.

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“Desde sempre, a questão de ser jovem, de ser bonita, tudo isso já pesava. E só foi somando. ‘A tua beleza não ajuda, não é boa...’. Era um contexto mais para ridicularizar”, contou Aline em entrevista ao Fantástico.

O afastamento ocorreu após uma carta anônima enviada ao Papa Francisco em janeiro de 2023, que a acusava de abuso de poder, manipulação, maus-tratos e desvio de recursos. A denúncia resultou em investigações e inspeções no mosteiro de Vittorio Veneto, onde Aline vivia com outras 18 religiosas em regime de clausura.

Apesar das acusações, uma auditoria das contas do mosteiro não encontrou irregularidades, e companheiras de Aline rejeitam as denúncias, afirmando que ela era equilibrada e não manipuladora.

Após a morte do Papa Francisco, em abril de 2025, Aline deixou o mosteiro. No dia seguinte, cinco freiras saíram da clausura para acompanhá-la, relatando que se sentiram tratadas como “mafiosas, vigiadas como num campo de concentração”. 

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Atualmente, Aline e suas companheiras contestam as decisões da Igreja no Tribunal Eclesiástico do Vaticano e também acionaram a Justiça italiana por calúnia e difamação contra o abade geral e as autoras da carta anônima. Aline afirma que pretende seguir lutando para provar sua inocência: “Lutar pela verdade é algo cristão. Pretendo ir adiante até provar que essas acusações não são verdadeiras”.

A defesa de Aline argumenta que as medidas tomadas contra ela não têm base legal sólida, pois faltam provas, documentos e testemunhas que sustentem as acusações.

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