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Adeus às unhas em gel! Entenda o que está por trás da proibição

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A partir de setembro de 2025, a UE proíbe TPO e DMA em esmaltes, afetando salões e consumidores de unhas em gel  |   Bnews - Divulgação Freepik
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 23/09/2025, às 14h32



A partir de 1º de setembro de 2025, entra em vigor na União Europeia a proibição de duas substâncias químicas presentes em esmaltes e géis para unhas, o óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO) e a dimetiltoluidina (DMA). A medida, anunciada pelo bloco europeu, afeta diretamente o mercado da beleza e promete mudar a rotina de salões e consumidores. 

De acordo com a Comissão Europeia, os dois compostos pertencem à categoria CMR 1B, que abrange substâncias potencialmente cancerígenas e capazes de prejudicar a fertilidade e o desenvolvimento fetal. 

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Embora boa parte das evidências venha de estudos em animais, a decisão segue o princípio da precaução, buscando reduzir riscos para pessoas que usam ou manipulam esses produtos com frequência. 

Mudanças para o setor da beleza

Com a proibição, salões de estética terão de descartar ou devolver os estoques de produtos que contenham as substâncias. Já os fabricantes precisarão reformular suas linhas, criando versões seguras e compatíveis com a nova legislação. Profissionais da área também deverão adaptar técnicas e equipamentos, já que a remoção dos compostos pode alterar a forma como os produtos reagem em cabines de cura com luz UV ou LED. 

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Profissional de nail art trabalhando em unhas de clientes - Freepik

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Impactos no mercado

Especialistas apontam que os custos de pesquisas e desenvolvimento devem encarecer os produtos no curto prazo. Por outro lado, marcas que se anteciparem à mudança podem ganhar espaço ao oferecer alternativas mais seguras e alinhadas às exigências de consumidores cada vez mais atentos à composição dos cosméticos. 

O que muda para o consumidor

Para os clientes, a expectativa é que a transição resulte em produtos mais seguros, ainda que inicialmente mais caros. A recomendação é observar rótulos e priorizar linhas com certificações que atestem a ausência das substâncias banidas. 

Com a medida, a União Europeia reforça sua política de endurecimento das regras sobre ingredientes químicos em cosméticos, colocando a saúde dos consumidores e profissionais da beleza como prioridade. 

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