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Advogada que salvou família em incêndio no PR acorda após 59 dias na UTI

Reprodução / Redes sociais
Juliane Vieira, com 63% do corpo queimado, se comunica com familiares e apresenta sinais de recuperação no Hospital Universitário de Londrina  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais

Publicado em 15/12/2025, às 15h49   Lorena Alcantara



Após quase dois meses em coma induzido, a advogada Juliane Vieira, de 28 anos, já consegue se comunicar com famíliares. A jovem ficou durante todo esse tempo internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados, no Hospital Universitário de Londrina, referência no atendimento a pacientes com queimaduras.

Juliane teve 63% do corpo queimado após salvar a mãe e o primo de 4 anos em um incêndio em um prédio no centro de Cascavel, no Paraná.

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A mãe da jovem, Sueli Vieira, afirmou que o quadro de saúde da filha ainda é delicado, mas que ela já apresenta sinais de melhora, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.

A investigação da Polícia Civil concluiu que o fogo não foi intencional e, de acordo com a perícia, as chamas tiveram início na cozinha do apartamento. O fogo atingiu principalmente a cozinha e a sala do apartamento. Os móveis ficaram destruídos e os revestimentos do teto e paredes derreteram.

O incêndio aconteceu em 15 de outubro, no 13º andar do prédio, localizado no bairro Country. As imagens do incêndio, feitas por vizinhos, tiveram grande repercussão nas redes sociais, pois mostram Juliane pendurada em um suporte de ar-condicionado, do lado de fora do edifício, na tentativa de salvar a família.

Após salvar a mãe, Sueli, de 51 anos, e o primo Pietro, de 4 anos, a jovem foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Juliane teve 63% do corpo queimado, enquanto a mãe sofreu queimaduras no rosto, nas pernas e nas vias respiratórias. Sueli chegou a ficar 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel. Já Pietro sofreu queimaduras nas pernas e nas mãos, além de inalar fumaça, e precisou ficar 16 dias internado.

Além deles, o animal de estimação de Juliane, o cachorro Barthô, também foi resgatado durante o incêndio, mas sem ferimentos.

Os bombeiros que ajudaram no resgate da família sofreram queimaduras nas mãos e nos braços, e tiveram alta dias depois do ocorrido.

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