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Aluna baiana cotista perde vaga em universidade federal por não ser considerada parda

Divulgação/ Universidade Federal Fluminense
Estudante de 31 anos foi aprovada pelo Sisu mas não pôde se matricular na instituição  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Universidade Federal Fluminense
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 06/08/2025, às 13h37



A ex-aluna de escola pública, Samille Ornelas, de 31 anos, foi aprovada pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu), em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2024. A baiana se autodeclara parda, mas não pôde se matricular na instituição.

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A estudante se inscreveu no Sisu, na modalidade de cotas para pretos e pardos, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Ela gravou um vídeo curto mostrando seu rosto, como previa o edital da Universidade, para realizar o procedimento de combate a fraudes. Após a universidade recusar, Samille realizou uma nova tentativa e obteve o mesmo resultado: inapta. O motivo, segundo a UFF, foi: “não foram encontradas as características fenotípicas” de uma pessoa parda.

Por esses motivos, ela não conseguiu realizar a sua matrícula na universidade federal.

Por conta desses resultados negativos, a estudante baiana acionou a Justiça. Após aguardar um ano, pôde começar o seu curso no primeiro semestre de 2025, por conta de uma liminar. Mas, quando só restavam apenas duas provas para encerrar o semestre, a sua liminar foi cassada e a estudante teve que abandonar a faculdade.

De acordo com uma reportagem veiculada pelo G1, a estudante contou:

“Fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque não contava nunca que aquilo ali acontecesse. A única coisa que eu tinha certeza na minha vida era da minha cor, da minha identidade”.


A Universidade Federal Fluminense relatou que acredita na política de cotas e que busca assegurar que os processos seletivos da instituição sejam “conduzidos de forma transparente, isonômica e em conformidade com a legislação vigente”.

Os motivos de Samille ser considerada inapta para a vaga, segundo a UFF, teriam sido decididos através de duas comissões independentes e distintas, compostas por pessoas capacitadas para atuar nestas avaliações, e que, no atual momento, segue o que a decisão judicial diz sobre o caso.

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