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Amor fora do horário? Condomínio mira casais barulhentos e cria regra polêmica para “noites silenciosas”

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Uma nova regra inusitada em um condomínio de Santa Catarina virou debate nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/08/2025, às 13h09 - Atualizado às 13h47



Uma nova regra inusitada em um condomínio de Santa Catarina virou debate nas redes sociais. A medida, chamada de “toque de recolher do amor”, proíbe relações sexuais após as 22h. Ela teria sido aprovada em assembleia após cerca de 18 reclamações formais de moradores sobre barulhos durante a madrugada.

Além dos sons durante o ato sexual, as queixas incluíam conversas altas à noite, que atrapalhavam o sossego dos moradores do prédio.

Segundo a proposta, caso seja a primeira vez que o morador incomode os vizinhos, ele receberia uma advertência por escrito. Em reincidência, seria aplicada uma multa de R$ 237. Ainda segundo a medida, os moradores poderiam ser expostos por gravações de sons em áreas comuns, como o salão de festas.

Para controlar o barulho, a administração do condomínio planeja instalar sensores de decibéis nos corredores e realizar campanhas educativas para conscientizar os moradores.

A decisão gerou discussão na internet. Alguns se mostraram favoráveis, enquanto outros consideram a medida um absurdo que invade a privacidade. Vale destacar que a regra ainda não foi confirmada oficialmente por nenhum condomínio da região.

Pode isso?
A síndica profissional Joice Honorário, em entrevista ao portal ND Mais, comentou: “Barulho por lei é proibido após as 22h pela Lei do Silêncio, mas isso não significa que relações sexuais possam ser proibidas”.

Ela explica que os moradores podem ser multados apenas se for comprovada a origem do barulho. “O síndico é responsável pela área comum; da porta para dentro, a responsabilidade é do dono da unidade”, esclarece.

A especialista acrescenta que já lidou com situações inusitadas envolvendo barulho de relações sexuais e reforça que a melhor forma de resolver é pelo diálogo: “Eu entro em contato, sem ofender, falo com calma, explico a situação e conto o que tem causado aos demais”, finaliza.

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