Geral

Arte ou nojo? Museu brasileiro gera polêmica após exibir obra feita com fezes humanas

Secult Curitiba
Gabriel de la Mora gera debates sobre o que é arte ao utilizar fezes humanas como material principal  |   Bnews - Divulgação Secult Curitiba
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 06/12/2025, às 17h20



Uma obra exposta no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, está mexendo com os nervos – e não só os olhos. Criada pelo artista mexicano Gabriel de la Mora, a peça chama atenção e gera polêmica por usar fezes humanas como matéria-prima, gerando debates quanto ao conceito de obra de arte.

De acordo com a ficha técnica, a pintura inclui ingredientes nada convencionais: bolinhos de camarão, arroz frito misto, rolinho primavera de legumes, frango, "ave fênix", neve de limão e água mineral. A receita, escreveu o artista, deve "digerir por 12 horas no intestino" antes de virar arte.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews
Curitiba
Quadro D.R. do artista mexicano Gabriel de la Mora, que usou fezes como matéria-prima — Foto: Antonio More/Museu Oscar Niemeyer

A obra faz parte da série "Originalmentefalso", um experimento de de la Mora — que transformou um desenho atribuído falsamente ao lendário pintor Diego Rivera em algo inteiramente novo: "Do falso para o original", nas palavras do artista.

Além de de la Mora, a mostra reúne obras com materiais tão inusitados quanto: asas de borboleta, poeira de ateliê, unhas, pedaços de espelho, palitos de dente — uma provocação deliberada aos conceitos tradicionais de arte. Na curadoria da exposição Veemente, o curador Marcello Dantas defende a obra. Para ele, essa polêmica é parte essencial da mensagem. 

Arte é para inquietar. Quando o público pergunta 'isso é arte?', a obra já cumpriu seu papel. [...] Muitos gostam, muitos odeiam ou sentem repulsa, outros riem, se surpreendem, não acreditam, alguns ficam constrangidos, outros se irritam", afirmou Marcello Dantas. 

Conforme o artista, com o processo, a peça deixa de ser um falso Diego Rivera para se transformar em um original de Gabriel de la Mora.

E que melhor forma de certificar a originalidade de uma obra do que com o próprio DNA ou informação genética do artista?", provoca.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)