Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 28/11/2025, às 12h07 - Atualizado às 12h48
Uma nanotecnologia desenvolvida para um novo patamar de espionagem. A Rússia vai apostar na implantação de chips no cérebro de pombos, permitindo que sejam controlados à distância, em tempo real. As informações são do tabloide britânico The Sun, publicadas na última quinta-feira (27).
O sistema, desenvolvido pela empresa Neiry, está sendo apelidado de “biodrone PJN-1”. Trata-se de pombos comuns que passam por cirurgia para o implante de eletrodos nas proximidades das áreas cerebrais responsáveis pela orientação e motivação. O mecanismo envia comandos às aves.
Como funciona
O chip implantado no cérebro do pombo recebe os sinais do operador e, a partir disso, a ave segue as orientações. O dispositivo está conectado a uma pequena mochila acoplada às costas, que contém GPS, receptor e outros componentes eletrônicos. Segundo a desenvolvedora, os estímulos fazem o animal acreditar que deseja seguir a rota informada.
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Pela grande quantidade de pombos na Rússia, os animais que passam pelo procedimento podem se misturar a aves comuns sem despertar suspeitas, carregando câmeras minúsculas e sensores. Com isso, podem ser usados em missões de espionagem para monitorar tropas inimigas em áreas de guerra, por exemplo.
Além da espionagem
De acordo com a Neiry, também existe a possibilidade de utilizar os biodrones em outros tipos de missões, como monitoramento ambiental e de instalações industriais, além da vigilância de áreas sensíveis. A empresa destaca ainda a aplicação em operações de busca e resgate em locais de difícil acesso.
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