Geral
por Gabriel Santana
Publicado em 08/10/2025, às 16h55
Bebidas enlatadas ainda não apareceram entre os casos confirmados de intoxicação por metanol, já que o processo de fabricação precisa de um modo de produção com máquinas específicas e de alto custo, o que torna as chances de adulteração mais baixas, quando comparadas às de vidro.
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O coordenador da pós-graduação em engenharia de embalagem do Instituto Mauá de Tecnologia, Antonio Cabral, relatou sobre a maior dificuldade de falsificar as latas de alumínio. De acordo com a Folha, o processo necessita de um modo de produção diferenciado.
“Não é qualquer um que consegue piratear e falsificar latas de alumínio. Você só consegue fechar [as embalagens] tendo equipamento essencial, que custa muito caro e exige uma aprendizagem técnica aprofundada”, relatou.
Os processos para colocar líquidos na lata e proteger da deterioração são dependentes de máquinas caras, sendo assim, não seria possível realizar a inserção de gás carbônico vital para a conservação do produto.
“Para inserir o gás carbônico na lata e fechá-la, é preciso ter um equipamento específico. E se essa embalagem for violada, o gás é perdido e o produto também”, complementou.
O farmacêutico Rodrigo Catharino, doutor em ciência de alimentos, relata que a cerveja possui uma concentração muito menor de metanol e menor risco de contaminação por essa substância, quando comparada com as bebidas destiladas, como vodkas. O metanol alteraria o sabor e causaria estranheza para os consumidores.
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