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Brasileira troca cruzeiros por iates de luxo, vira estrela de reality e revela rotina com salários de R$ 17 mil

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Após uma longa jornada, que começou em cruzeiros, brasileira hoje vive a bordo de iates de luxo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 13/06/2025, às 15h00



Largar tudo para viajar o mundo ganhando em dólar é o sonho de muitos, e a brasileira Bárbara Kulaif, de 30 anos, transformou esse desejo em realidade. Após uma longa jornada, que começou em cruzeiros, ela hoje vive a bordo de iates de luxo como stewardess — uma espécie de "faz tudo" responsável pelo interior das embarcações.

Sua história de vida e trabalho intenso a levou até a TV, com uma participação na 12ª temporada do famoso reality show americano "Below Deck", que expõe o dia a dia glamouroso e desafiador das tripulações. Bárbara revela como é a vida a bordo, as regalias, os desafios e o que é preciso para seguir o mesmo caminho.

A virada de chave: do cruzeiro ao iate de luxo

A jornada de Bárbara começou aos 19 anos, quando trabalhou como garçonete em Santos (SP) para custear um intercâmbio na África do Sul. Ao voltar, inspirada por uma amiga, encontrou nos cruzeiros uma forma de continuar viajando enquanto trabalhava. Começou ganhando cerca de US$ 800 por mês (aproximadamente R$ 4.500).

Após quase seis anos nessa rotina, ela descobriu o universo ainda mais exclusivo e lucrativo dos iates. A mudança foi radical: o salário inicial saltou para cerca de US$ 3 mil (cerca de R$ 17 mil) e, mais importante, o tratamento mudou.

"Quando você trabalha em um cruzeiro, você é um número ali. Tem você e mais dois mil tripulantes. No iate, não. Às vezes são cinco, às vezes são 30. Mas lá eu sou a Bárbara, não sou só mais uma pessoa de um departamento", destaca Bárbara ao UOL.

Regalias e o lado difícil da vida no mar

Trabalhar em um iate de luxo oferece vantagens que vão muito além do salário. A tripulação não tem nenhum custo com hospedagem, transporte ou alimentação.

"No iate, você não paga absolutamente nada. Se você quiser comer ou beber qualquer coisa, você tem o que você quiser. A gente tem uma lousa e escreve ali: energético zero, pasta de amendoim, mais banana, shampoo para cabelo cacheado. E não paga nada", afirma Bárbara.

Essa vida permite conhecer lugares incríveis de uma forma única, como nadar com tubarões em Galápagos ou passar quase um ano na Itália, aproveitando os fins de semana para viajar pela Europa. No entanto, o glamour tem um preço alto: a saudade.

"Você abre mão de muita coisa", admite. "Foi o casamento da minha melhor amiga, eu era madrinha, e não pude ir. Elas tiveram bebê e eu não vi ele nascer. São coisas que não dá para mostrar nas redes sociais."

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Quer seguir essa carreira? Veja os pré-requisitos

Para quem sonha com uma vaga em um iate de luxo, Bárbara dá o caminho das pedras.

Inglês é essencial: Diferente dos cruzeiros, onde é possível aprender durante o trabalho, nos iates a fluência no inglês é um pré-requisito não negociável.

Experiência prática é ouro: Habilidades como garçonete, barman ou faxineira, muitas vezes vistas como "subemprego" no Brasil, são extremamente valorizadas. "A galera acha que é subemprego, mas é muito bem-visto na gringa. Tudo é habilidade, porque você faz essas coisas no iate", explica.

Resiliência comprovada: Ter trabalhado em cruzeiros é um diferencial, pois mostra aos recrutadores que o candidato já conhece a vida a bordo e "aguenta o tranco" de uma rotina intensa e de longos períodos longe de casa.

Classificação Indicativa: Livre

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