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BYD define futuro de trabalhadores resgatados em situação de escravidão na Bahia; confira

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Passagens para a viagem de volta dos funcionários à China serão custeadas pela montadora  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Adobe Stock
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 27/12/2024, às 11h43 - Atualizado às 12h08



Pelo menos sete dos 163 trabalhadores de uma empresa terceirizada que presta serviço nas obras da fábrica da BYD, em Camaçari, devem retornar para a China já no dia 1º de janeiro. O grupo foi resgatado em situações análogas à escravidão, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA). 

As passagens para a viagem de volta dos funcionários à China serão custeadas pela montadora de carros elétricos, que também deverá arcar com toda a ajuda de custo no valor de US$ 120 dólares.

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Em nota divulgada anteriormente pela própria BYD, foi informado que os trabalhadores resgatados foram levados para hotéis da região de Camaçari. A ideia é que eles fiquem hospedados até que sejam finalizadas as negociações para a rescisão dos contratos de trabalho.

Nesta quinta-feira (26), uma audiência virtual com o MPT foi realizada pela BYD e a empreiteira Jinjiang Construction Brazil, que fazia parte da obra da fábrica em Camaçari, onde foram definidas as medidas a serem adotadas com o grupo de chineses. Por conta das denúncias, a montadora e a empresa terceirizada decidiram pelo rompimento do contrato.  

As empresas também apresentarão todos os documentos relativos aos funcionários resgatados para o MPT. A Jinjiang também irá conduzir os operários à Polícia Federal para obtenção do Registro Nacional Migratório (RMN) e também para a emissão dos CPFs na Receita Federal. 

Somente após a retirada dos documentos será possível fazer os pagamentos no Brasil dos valores relativos à rescisão dos contratos e às indenizações dos empregados. Uma nova audiência foi agendada para dia 7 de janeiro para que seja apresentada uma proposta de termo de ajuste de conduta para avaliação das empresas investigadas.

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