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CALOTE BILIONÁRIO! Gigante asiática pede falência com dívida de R$ 1 bilhão e deixa apenas R$ 100 na conta

Divulgação | Posco
Operação na usina foi iniciada em 2016, após um contrato avaliado em US$ 5,5 bilhões  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Posco
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 20/01/2026, às 15h25 - Atualizado às 16h28



Criada para apenas executar a obra da usina siderúrgica CSP, no Complexo do Pecém, a construtora Posco Engenharia e Construção do Brasil — estruturada no país pela sul-coreana Posco Engineering & Construction Co — entrou com pedido de autofalência na Justiça em setembro de 2025. O volume de dívidas da empresa pode chegar a R$ 1 bilhão.

A operação na usina foi iniciada em 2016, após um contrato avaliado em US$ 5,5 bilhões, valor que foi integralmente quitado à construtora. Apesar disso, fornecedores, prestadores de serviço e trabalhadores relatam falta de pagamento desde o início das atividades da siderúrgica. 

Os débitos da Posco, entretanto, não se resumem apenas à ordem privada, havendo valores em aberto com órgãos federais, incluindo Receita Federal, INSS e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Por conta do pedido de falência, a empresa conseguiu suspender execuções em curso, interromper a cobrança de juros e concentrar os processos em um único juízo. Assim, os credores passaram a disputar o recebimento dentro de um processo coletivo, diminuindo a expectativa de recuperação dos valores. 

No documento, a empresa reconhece uma dívida de R$ 644 milhões. No entanto, a quantia é questionada pelos representantes dos credores. Segundo petições já anexadas ao processo, parte das cobranças apresentadas ficou fora da relação.

Apesar do volume de dívidas, informações trazidas pelo Uol indicam que a relação de bens apresentada pela empresa é limitada, constando um terreno em São Gonçalo do Amarante avaliado em R$ 1,1 milhão, um veículo sem condições de uso, pouco mais de R$ 100 em conta-corrente e aplicações financeiras inferiores a R$ 5 mil. 

A administradora judicial nomeada no caso atribuiu a falência a fatores como aumento de custos, recessão econômica, ausência de novos contratos, mudanças no mercado siderúrgico e a pandemia. Em manifestação preliminar, afirmou não haver elementos que indiquem responsabilidade direta dos administradores. Os credores, por sua vez, contestam e defendem que a apuração sobre a destinação dos recursos pagos pela obra ainda está longe de terminar.

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