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Casas de apostas se instalam na Amazônia e atraem até indígenas

William Cardoso/Metrópoles
Indígenas e urbanos apostam em Atalaia do Norte  |   Bnews - Divulgação William Cardoso/Metrópoles
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 24/08/2025, às 14h35



A cidade de Atalaia do Norte, localizada em plena Floresta Amazônica, tem recebido sedes de casas de apostas, atraindo tanto a comunidade urbana quanto indígenas da região. É possível apostar em partidas de futebol, em esquema de bet, além de participar de bingos eletrônicos. As informações são do Metrópoles.

“É 100% confiável. Ganhou, pagou”, disse Eduardo Costa, funcionário de uma das empresas. Ele contou que até integrantes de comunidades indígenas deixam suas aldeias para apostar. “Um exemplo é aquele indígena ali, jogando. Eles vêm bastante. Ganham também”, afirmou a reportagem.

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Segundo Costa, há outras casas de aposta na região. No local onde trabalha, mais de 100 pessoas chegam diariamente, e os prêmios do bingo eletrônico podem alcançar até R$ 10 mil.

Pesquisadores alertam para os riscos. De acordo com Aderbal Vieira, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), da Unifesp, indígenas estão em situação de vulnerabilidade e já enfrentam problemas relacionados ao consumo de álcool.

“Essa população que você mencionou fica em algum ponto entre os dois extremos, com o melhor e o pior dos dois mundos”, explica. Vieira ressalta ainda que o impacto do jogo é amplo e atinge diferentes segmentos da sociedade, desde indígenas do Amazonas até executivos de grandes centros urbanos.

“O jogo é algo que está se espalhando e incendiando como um todo. Está explodindo. Certamente, as populações socialmente menos providas são as mais atingidas”, afirmou, citando que até mesmo parte dos recursos do Bolsa Família tem sido destinada às apostas.

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