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Chuva histórica provoca tragédia em Juiz de Fora, deixa ao menos 14 mortos e centenas de desabrigados

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Deslizamentos e soterramentos após chuva causam caos na cidade mineira; prefeito decreta estado de calamidade pública e suspende aulas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 24/02/2026, às 07h00



A cidade de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, enfrenta uma segunda-feira de horror após a ocorrência de uma chuva intensa que começou na noite de segunda-feira (23). O temporal deixou um saldo trágico de 14 mortes confirmadas, além de várias pessoas soterradas e 440 desabrigadas. A tragédia provocou deslizamentos de terra e desabamentos em diversos bairros da cidade, especialmente no Parque Burnier, um dos locais mais afetados pela enxurrada.

De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora, o município está vivendo o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 584 milímetros de chuva registrados — o que equivale ao dobro do esperado para todo o mês. Esse recorde de precipitação provocou o transbordamento de rios e córregos, alagando várias áreas e bloqueando vias importantes. A prefeita, Margarida Salomão (PT), decretou estado de calamidade pública, suspendendo as aulas na rede municipal e intensificando os esforços de resgate.

"O município enfrenta uma situação de extrema gravidade. As equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão trabalhando incansavelmente para salvar vidas e atender às vítimas", afirmou Salomão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda há muitas ocorrências em andamento, com pessoas soterradas em escombros e várias casas ainda sendo atingidas por deslizamentos. As equipes continuam a busca por desaparecidos, com 17 pessoas ainda dadas como desaparecidas, incluindo crianças.

Em entrevista ao portal G1, o Tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora, destacou a magnitude das operações de resgate. "Foram mais de 40 chamadas emergenciais durante a madrugada, relacionadas a vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas. Deslocamos, então, equipes especializadas, como a do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres Ambientais, com mais de 20 militares e cães de busca", relatou o tenente.

As chuvas não deram trégua e a previsão é de que mais precipitações ocorram ao longo desta terça-feira, o que pode agravar ainda mais a situação. O Rio Paraibuna e os Córregos transbordaram, afetando a infraestrutura da cidade, com várias pontes e o Mergulhão, importante ponto de ligação entre os bairros e o Centro, interditados. Árvores caídas e obstruções nas vias também dificultam o trabalho dos socorristas.

A prefeitura já está fornecendo apoio emergencial às famílias desabrigadas, com abrigos temporários sendo montados para acomodar as vítimas. Os sobreviventes resgatados das áreas mais afetadas estão sendo encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS), referência na cidade para atendimentos de emergência.

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