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Com proposta de ligar dois estados, primeiro trem-bala do Brasil tem valor de passagem surpreendente

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O projeto do primeiro trem-bala do Brasil promete reduzir a viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro para menos de duas horas  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 26/10/2025, às 10h30



O projeto do primeiro trem-bala do Brasil promete revolucionar o transporte entre São Paulo e Rio de Janeiro, reduzindo a viagem para menos de duas horas. Com velocidades de até 300 km/h, a linha de 420 km conectará quatro estações principais, incluindo a icônica Estação Barão de Mauá.

Com um investimento previsto de R$ 60 bilhões, o trem-bala deve realizar todo o seu percurso em apenas 105 minutos, atingindo velocidades de até 320 km/h, ligando as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, com paradas em Volta Redonda e São José dos Campos

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No entanto, o valor das passagens é o que tem chamado a atenção. A estimativa da TAV Brasil — empresa à frente do projeto — é que o modal custe R$ 500 por trecho a cada passageiro. 

Trem-bala

Embora a ideia de um Trem de Alta Velocidade (TAV) exista desde os anos 2000, dificuldades financeiras atrasaram o projeto por mais de uma década. Em 2023, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a obra, com previsão de início em 2027 e inauguração em 2032, estimando um custo entre R$ 34 bilhões e R$ 50 bilhões.

Diante disso, a TAV Brasil está em negociações com investidores da China, Espanha e fundos do Oriente Médio. O desenvolvimento do projeto ganhou impulso com a aprovação do Marco Legal das Ferrovias em 2021, que facilitou investimentos privados no setor.

Estima-se que o projeto adicione até R$ 168 bilhões ao PIB nacional e gere R$ 36 bilhões em arrecadação tributária até 2055. A TAV Brasil é a empresa autorizada pelo governo a construir e explorar o projeto pelo período de 99 anos.

Após garantir a autorização do governo para o projeto, a empresa agora trabalha para finalizar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para, posteriormente, pleitear licenças prévias, entre elas a ambiental, para iniciar a obra.

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