Geral
por Bruna Rocha
Publicado em 24/08/2025, às 13h46
Há cerca de oito meses, a concessionária Urbia, que administra o Parque Ibirapuera, em São Paulo, começou a cobrar taxas a assessorias esportivas que atuam no local. A medida acontece em meio ao processo de "legalização" dos grupos e segue a passos lentos, até mesmo com acionamento da Justiça. As informações são do Uol.
A taxa de R$ 10 por aluno é cobrada mensalmente de assessorias esportivas que atendem cinco ou mais clientes. A justificativa apresentada pela concessionária para a cobrança é a de garantir “a sustentabilidade das atividades no parque”, além de “assegurar a segurança jurídica, a preservação do espaço e a responsabilidade compartilhada pelo bom uso da infraestrutura pública”.
“Taxas são aplicadas a quem faz uso comercial do parque”, informou a Urbia. Além do valor, a empresa exige que os treinadores tenham formação em Educação Física e mantenham o registro ativo no conselho regional da categoria.
De acordo com a Urbia, até o momento, oito assessorias estão cadastradas no parque, número que pode variar, já que “o processo de adesão é contínuo”. A empresa acrescentou ainda que “permanece em processo de diálogo e negociação com outras assessorias e profissionais para que também regularizem sua situação”.
Quem descumpre a cobrança tem sido acionado judicialmente pela concessionária. É o caso de três afiliadas da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC), que informou ao UOL estar ciente do processo. Outros treinadores também contestam as cobranças da empresa.
A concessionária e empresas de prestação de serviços esportivos têm entrado em conflito. Um dos casos envolve a assessoria The Run, que se recusou a pagar a taxa e foi punida. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reconheceu a legalidade da cobrança por parte da gestora do parque.
Em decisão liminar, o tribunal argumentou que a The Run, “no exercício de sua atividade comercial”, utiliza o espaço do parque cuja manutenção é de responsabilidade da Urbia, “sem repassar valores por essa fruição, em desacordo com o que prevê o Contrato de Concessão onerosa do espaço público”. A empresa entrou com recurso e aguarda o andamento do processo.
A Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC) também questiona a legalidade da taxa e, sobretudo, das práticas adotadas pela concessionária. A entidade aponta que a Urbia, além de gestora do parque, também atua como empresa de atividades esportivas licenciada a operar no local, o que, em sua visão, pode configurar privilégio ou favorecimento. Por esse motivo, a associação ingressou com uma ação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para investigar as condições legais da cobrança.
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