A cena é clássica: você para no posto para abastecer e o frentista, solícito, pergunta: “Vamos verificar o óleo e a água?”. Embora pareça um cuidado extra, essa oferta pode esconder armadilhas que custam caro — e, pior, danificam componentes vitais do seu veículo.
Ficar atento a essas práticas é essencial para evitar golpes e preservar a saúde do seu carro. Veja abaixo cinco das "pegadinhas" mais comuns em postos de combustíveis e entenda por que você deve evitá-las:
Essa é a armadilha mais comum. O frentista verifica a vareta com o motor ainda quente e afirma que o nível está baixo. A verdade é que, com o motor ligado recentemente, grande parte do óleo ainda não desceu para o cárter (o reservatório), dando uma falsa impressão de que falta lubrificante.
O risco: Ao "completar", você acaba colocando óleo em excesso. Isso força componentes como o virabrequim, causa formação de espuma que prejudica a lubrificação, aumenta a temperatura interna e acelera o desgaste do motor.
O certo: Verifique o nível do óleo sempre com o motor frio e em um local plano. Se precisar completar, consulte o manual e use exatamente o mesmo tipo e especificação de óleo já presente no motor. Misturar tipos diferentes (sintético com mineral, por exemplo) compromete a proteção.
Adicionar aditivo extra no combustível
Oferecer um frasco de aditivo para "limpar" o motor ou "melhorar o desempenho" é outra prática recorrente. No entanto, é um gasto desnecessário.
O risco: Nenhum, além do desperdício de dinheiro.
O certo: Os combustíveis, especialmente as versões aditivadas (como gasolina ou etanol aditivados), já contêm todos os detergentes e dispersantes necessários para manter o sistema de injeção limpo e funcionando corretamente.
Mexer no sistema de freios exige cuidado extremo, e o posto de gasolina não é o lugar ideal para isso.
O risco: O fluido de freio absorve umidade do ar com muita facilidade. A simples abertura do reservatório em um ambiente inadequado pode contaminar o fluido, reduzindo seu ponto de ebulição e comprometendo gravemente a capacidade de frenagem do veículo. Pode também introduzir bolhas de ar no sistema.
O certo: Se o nível do fluido de freio estiver baixo, isso é um sinal de que há um problema (desgaste das pastilhas ou vazamento). A solução não é apenas completar, mas levar o carro a uma oficina especializada para verificar a causa e, se necessário, substituir todo o fluido, realizando a sangria do sistema.
Colocar qualquer aditivo no radiador
Reprodução / Freepik
A oferta para completar o líquido do sistema de arrefecimento (radiador) também é perigosa se feita de forma incorreta.
O risco: Usar o aditivo errado ou misturá-lo de forma inadequada pode causar corrosão nos dutos internos do motor e do radiador, levando a superaquecimento e danos caríssimos.
O certo: Se for realmente necessário completar o nível em uma emergência, use apenas água desmineralizada. A troca ou adição de aditivo deve seguir rigorosamente a especificação recomendada pelo fabricante no manual do veículo.
Trocar as palhetas do limpador de para-brisa
Quando as palhetas começam a fazer barulho ou a limpar mal, a troca parece a única solução, e muitos postos oferecem o produto.
O risco: Comprar palhetas de baixa qualidade ou de modelo incorreto pode não só manter o problema como também riscar o para-brisa.
O certo: Antes de trocar, tente uma solução simples: limpe as lâminas de borracha com um pano úmido com água. Muitas vezes, a sujeira acumulada é a única causa do mau funcionamento. Se a troca for necessária, opte por produtos de qualidade e com a especificação correta para o seu carro.
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