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Conheça a "porta para o inferno" que está aberta no planeta

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Você já ouviu falar sobre a “porta para o inferno”? O local está aberto há mais de 50 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 29/07/2025, às 11h30 - Atualizado às 12h23



Você já ouviu falar na “porta para o inferno”? Conhecida como Cratera de Darvaza, ela está localizada no norte do Turcomenistão, em pleno deserto de Karakum. O buraco possui 70 metros de largura e 30 de profundidade e expele gás natural continuamente há mais de 50 anos.

O local impressiona pelo impacto visual: chamas incessantes e um brilho laranja intenso justificam o apelido sombrio. A cena atrai tanto turistas quanto cientistas de várias partes do mundo.

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A origem do apelido infernal

A história do surgimento da “porta para o inferno” é bastante curiosa. O buraco no meio do deserto teria surgido na década de 1970, de forma acidental, depois de uma expedição soviética perfurar o solo em busca de gás natural.

O grande problema é que durante essa aventura, o terreno apresentou instabilidade e cedeu, dando surgimento a um enorme buraco tóxico, com liberação de metano, gás que afeta a saúde e contribui para o aquecimento global. Os cientistas, em uma tentativa de conter o vazamento do gás, atearam fogo na cratera, achando que cessaria o incêndio em poucos dias. 

No entanto, o fogo jamais parou. O local segue ardendo como um inferno até hoje, um visual que impressiona, mas que preocupa os cientistas. 

Atração turística

A Cratera de Darvaza localiza-se em uma área remota e se transformou em um dos pontos turísticos mais visitados do Turcomenistão. O governo considerou apagar o fogo, porém viu uma oportunidade de atrair visitantes ao país, que recebe uma estimativa pequena de turistas por ano, cerca de 6 mil.

A “porta para o inferno” acaba sendo deslumbrante por apresentar um brilho intenso de chamas que, à noite, contrasta com a escuridão do deserto. A variação da temperatura interna da cratera é de 400°C a 1.000°C.

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O contraponto ambiental

Mesmo atraindo turistas e apresentar um visual marcante, a cratera preocupa os ambientalistas, pois o fogo consome gás natural de forma constante há mais de 50 anos, gerando desperdício de recursos naturais. Além disso, existe o impacto negativo à saúde dos habitantes. 

O governo até manifestou o interesse em apagar as chamas. No ano de 2022, por exemplo, o presidente do país, Gurbanguly Berdymukhamedov, ordenou que os especialistas achassem uma forma de fechar a cratera.

"Estamos perdendo recursos naturais valiosos, dos quais poderíamos obter lucros significativos e usá-los para melhorar o bem-estar do nosso povo", disse em aparição ao canal de TV estatal. Porém, não foram encontradas maneiras de resolver a situação e a “porta para o inferno” continua aberta.

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