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Crise climática afeta emprego e renda da população negra, diz estudo

Divulgação CBJC | Nayara Jinkins
Um boletim foi divulgado alertando sobre os impactos causados pela crise climática  |   Bnews - Divulgação Divulgação CBJC | Nayara Jinkins

Publicado em 17/01/2025, às 07h19   Cadastrado por Emilly Giffone



Um boletim divulgado pelo Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), com o apoio técnico do Ministério da Igualdade Racial e em parceria com o CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), destacou o impacto climático na desigualdade social, afetando a geração de emprego e renda da população negra.

O representante da CBJC, Junior Aleixo, afirmou que “essas desigualdades estruturais se intensificam à medida que as crises climáticas pressionam setores como a agricultura familiar e o trabalho informal”.

Dados divulgados pelas instituições envolvidas no estudo mostram que a população negra, que representa 56% da força de trabalho, continua recebendo salários menores. Tais crises climáticas afetam o acesso a renda estável e condições dignas de trabalho.

O boletim ainda destaca o impacto no campo e nas cidades. Além de reduzir a produtividade da agricultura familiar, geram infra estruturas insuficientes, mobilidade urbana precária e exposição à poluição.

Os dados divulgados no boletim revelam que:

  • Trabalhadores negros ganham, em média, 60% do salário de trabalhadores brancos;
  • Mais da metade (53,8%) dos trabalhadores do país são pretos ou pardos, mas esses grupos, somados, ocupam apenas 29,5% dos cargos gerenciais
  • Pequenos agricultores, majoritariamente negros, têm menos acesso a tecnologias que os tornem resilientes a secas e enchentes.

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