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Cristina Seixas detalha andamento do processo de construção da ponte Salvador-Itaparica: "Estamos avaliando"

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Construção da ponte Salvador-Itaparica ainda passa por várias etapas burocráticas  |   Bnews - Divulgação Arquivo / Paulo M. Azevedo / BNews
Tácio Caldas e Claudia Cardozo

por Tácio Caldas e Claudia Cardozo

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 21/05/2025, às 17h57 - Atualizado às 18h00



A responsável pela Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Cristina Seixas, falou sobre a construção da ponte Salvador-Itaparica. A fala da promotora ocorreu no XVII Congresso Brasileiro de Direito do Estado, realizado no Hotel Deville Prime, em Salvador, em contato exclusivo com o BNews. Na ocasião, Seixas explicou como está funcionando o envolvimento do órgão nesse processo de liberação e construção da ponte.

Não tem investigação sobre crimes ambientais. Nós estamos investigando a qualidade da licença ambiental, dos estudos de impacto ambiental e da viabilidade e sustentabilidade do empreendimento que pode ser implementado dentro da Bahia de Todos os Santos. Então, nesse primeiro momento, nós estamos avaliando ainda as questões técnicas e científicas para ver como esse projeto pode ser viabilizado dentro da área", disse.

"[...] Todos esses tipos de análises são feitos dentro de um estudo de impacto ambiental. [...] quando você vai construir um equipamento como esse, você pode ter o aporte de maiores elementos invasores, indivíduos invasores. Prejudicar a biodiversidade do território, que é uma APA, uma área de proteção ambiental. A gente também tem que observar todos esses estudos, se eles estão avaliando esses impactos dentro da biodiversidade da Bahia de Todos os Santos", esclareceu Seixas.

A promotora Cristina Seixas também destacou o impacto à paisagem da Bahia de Todos os Santos que a ponte Salvador-Itaparica pode trazer. De acordo com ela, essa também é uma forma de impacto de "uma série de impactos" que podem afetar a vida da população local.

É uma preocupação, primeiro o impacto à paisagem, porque há um impacto à paisagem, é um direito fundamental de você ter a paisagem daquela região, o impacto na biodiversidade, o impacto nas comunidades tradicionais, o impacto na navegação, o impacto no turismo, enfim, uma série de impactos que vão realmente poder afetar a vida e a qualidade de vida dos baianos e das pessoas que vivem e passam por essa região", destacou.

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