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Diretora de banco é acusada de assediar funcionário: ‘Quer ser promovido ou não?’

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Funcionário diz ter sofrido assédio e ameaças por parte da diretora  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 30/04/2026, às 16h34 - Atualizado às 16h37



A executiva Lorna Hajdini, diretora da divisão de Financiamento Alavancado do JPMorgan, foi processada sob acusação de drogar, agredir sexualmente e discriminar racialmente um funcionário subordinado.

A ação, movida por um profissional sob o pseudônimo "John Doe", foi divulgada pelo jornal The Sun. Na denúncia, a vítima alega que Hajdini utilizou substâncias químicas para facilitar abusos não consensuais e exerceu coerção profissional para manter os atos por meses.

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O autor da denúncia afirma que as investidas começaram em abril de 2024. Segundo o relato, a executiva teria admitido o uso de fármacos para dopá-lo e, em uma ocasião, fornecido uma substância para induzir ereção sem consentimento.

O processo descreve que recusas às investidas eram respondidas com ameaças à trajetória profissional do funcionário, bônus e promoções, além de ofensas verbais de teor racial.

A chefe também teria forçado o subalterno a sair para tomar drinques com ela após uma negativa. "Se você não transar comigo logo, vou te arruinar… nunca se esqueça, você me pertence”, ela o teria ameaçado, de acordo com o depoimento. Ela também o assediava, mencionando uma suposta promoção que dependeria de seu aval: “Quer ser promovido, ou não? Vai ter que merecer, meu brinquedinho árabe".

De acordo com a ação, o funcionário formalizou queixa ao setor de Recursos Humanos em maio de 2025. Ele alega que, após a denúncia, sofreu retaliações como mensagens anônimas, ameaças envolvendo imigração e o bloqueio de acesso aos sistemas da empresa, sendo colocado em licença involuntária.

Em nota ao The Sun, o JPMorgan negou as acusações. A instituição afirmou que realizou uma auditoria interna e não encontrou evidências que sustentassem os relatos de John Doe, acrescentando que o ex-funcionário não colaborou plenamente com as investigações da empresa.

Hajdini ainda permanece no cargo, enquanto a vítima pede indenização por danos à reputação e prejuízos financeiros.

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