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Do solo ao cofre: Fungo comum é capaz de criar ouro puro

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Através de reações enzimáticas, o fungo transforma minerais em nanopartículas de ouro, contribuindo para o ciclo biogeoquímico do metal precioso  |   Bnews - Divulgação Foto: Freepik

Publicado em 23/06/2025, às 19h27   Dan Gama



Cientistas do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), na Austrália, descobriram que o fungo Fusarium oxysporum, conhecido por atacar plantas como tomate e banana, é capaz de produzir ouro. De forma surpreendente, esse organismo converte compostos minerais em partículas de ouro puro, um processo que pode ser replicado inclusive em ambientes domésticos. 

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Através de uma reação enzimática natural, o fungo transforma minerais ricos em ferro e cálcio em nanopartículas de ouro que se acumulam na superfície do microrganismo. A descoberta é parte de um estudo que ajuda a entender o chamado ciclo biogeoquímico do ouro, no qual organismos vivos participam da formação natural do metal precioso na crosta terrestre. 

De acordo com os pesquisadores, o fungo consegue até mesmo extrair ouro de pó de meteoritos vindos do cinturão de asteroides, conforme demonstrado em testes laboratoriais. A técnica, conhecida como “mineração metabólica”, consiste basicamente em cultivar o fungo, adicionar a ele o mineral adequado e, após o processo enzimático, coletar o ouro que se forma. 

Além de inovadora, essa abordagem é considerada sustentável, já que não depende de produtos químicos agressivos, como cianeto ou mercúrio, nem de escavações destrutivas. O processo também consome menos energia e pode ser útil no futuro da mineração espacial, dada sua eficácia em materiais extraterrestres. 

Apesar do potencial, a produção de ouro ainda ocorre em quantidades microscópicas e depende de condições laboratoriais específicas. Por isso, a aplicação prática em larga escala ainda enfrenta desafios técnicos e regulatórios. Mesmo assim, a descoberta abre caminho para formas mais limpas e acessíveis de extrair metais preciosos — inclusive dentro de casa. 

Classificação Indicativa: Livre

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