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Empresa de bilionária brasileira vira alvo de críticas por apostas envolvendo guerras e crises internacionais

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A plataforma Kalshi, cofundada por Luana Lopes Lara, enfrenta críticas por permitir apostas ligadas a guerras e crises internacionais  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 21/03/2026, às 08h55



A empresa de tecnologia financeira Kalshi, cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, entrou no centro de uma nova polêmica internacional após permitir apostas ligadas a conflitos armados e instabilidade geopolítica.

O modelo de negócio da plataforma se baseia em "mercados de previsão", nos quais usuários apostam dinheiro em eventos futuros — desde decisões econômicas até resultados políticos. Apesar de operar com autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), críticos afirmam que, na prática, o serviço funciona como uma casa de apostas disfarçada de mercado financeiro.

Nos últimos meses, a controvérsia se intensificou após a circulação de contratos ligados a cenários de guerra, como possíveis ações envolvendo países como Irã e Venezuela. Especialistas apontam que esse tipo de operação pode violar regras que proíbem negociações associadas a guerra, terrorismo ou assassinatos, além de levantar riscos de uso de informações privilegiadas e impactos na segurança nacional.

Casos recentes ampliaram a pressão sobre a empresa. Um dos episódios mais citados envolve apostas relacionadas à possível queda do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Parte desses contratos acabou cancelada, mas usuários acionaram a Justiça alegando prejuízos milionários.

A própria plataforma afirma possuir regras que proíbem apostas envolvendo mortes, mas críticos sustentam que, na prática, contratos continuaram sendo negociados mesmo diante de eventos sensíveis. A empresa diz ter reembolsado perdas para evitar danos aos usuários.

Além disso, investigações e questionamentos também surgiram após apostas relacionadas à política internacional. Em um caso envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ganhos elevados levantaram suspeitas sobre possível uso de informações antecipadas.

A atuação da Kalshi ocorre em meio a uma disputa regulatória nos Estados Unidos. Enquanto a CFTC supervisiona o modelo como um mercado financeiro, autoridades estaduais e críticos defendem que a atividade seja enquadrada como jogo de azar — o que implicaria regras mais rígidas e tributação específica.

No Brasil, a discussão também ganha força. Casas de apostas regularizadas, que pagaram outorgas milionárias para operar no país, pressionam o governo para restringir o acesso a plataformas como a Kalshi, alegando concorrência desleal e atuação sem autorização.

Apesar das críticas, a empresa segue em expansão e avalia ampliar presença internacional — inclusive com possibilidade de atuação mais estruturada no mercado brasileiro.

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