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Empresa e prefeitura são condenadas a indenizar tutoras de cadela triturada em caminhão de lixo

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Caso ocorreu em maio do ano passado, quando a cadela escapou, foi atropelada e triturada em caminhão de lixo  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 12/04/2026, às 14h25



A Justiça determinou uma indenização às tutoras de Agatha, uma cadela jogada no triturador de lixo após ser atropelada em Ponta Grossa, no Paraná. O valor foi fixado em R$ 36 mil. 

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A prefeitura de Ponta Grossa e a Ponta Grossa Ambiental (PG Ambiental), empresa responsável pela coleta de lixo na cidade, deverão dividir o valor a ser pago. A gestão municipal chegou a alegar que a empresa seria a única responsável, enquanto a defesa da PG culpou as tutoras da cadela, que teriam deixado o animal sair de casa. O juiz, no entanto, negou as duas alegações. 

Na decisão, o juiz afirmou que a cadela fazia parte do núcleo familiar e sua morte causou um sofrimento "evidente e grave". Ele ainda ressaltou a brutalidade da morte e considerou que jogar a cadela no caminhão de lixo  "viola os deveres mínimos de cuidado à vida animal", a dignidade da família e o direito ao luto das tutoras.

O caso aconteceu em maio do ano passado. A cadela foi atropelada ao escapar de casa, mas os tutores só souberam depois recuperar imagens da câmera de segurança do imóvel. No vídeo, eles viram que o caminhão atropela Agatha e depois o coletor pega ela pelas patas e joga no veículo junto a sacos de lixo. A família acredita que foi essa atitude que tirou todas as chances de sobrevivência do animal.

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