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Empresário seria pivô de esquema ilegal na compra de empresa responsável por obras da Fiol, aponta PF

Divulgação / Cedro Mineração
A operação conjunta da PF e CGU revela um esquema de extração ilegal de minérios de ferro, com apreensões significativas e sequestro de bens.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Cedro Mineração
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 24/04/2025, às 12h00 - Atualizado às 13h08



Uma megaoperação da Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou para um esquema de exploração e extração ilegal de minérios de ferro na Serra do Curral, ao Sul de Belo Horizonte. Na ocasião, foi apreendida uma série de documentos e decretado um sequestro de bens dos envolvidos no total de R$ 832 milhões.

A investigação revelou que, além do esquema ilegal que utilizava um plano de recuperação ambiental como fachada, também há indícios de o empresário Lucas Kallas — dono da Cedro Participações — estaria esquematizando uma parceria com a Vale para tentar a aquisição da Bamin, empresa responsável pelas obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

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De acordo com a Veja, além disso, há suspeitas de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) receberam propinas milionárias para favorecer a Empabra, responsável pela Mina Granja Corumi, onde teriam ocorrido a atividade ilegal até 2018, apesar de a prática estar proibida na região desde 1990, quando a serra foi tombada como patrimônio histórico do município.

A Empabra explorou a mina legalmente de 1958 até o tombamento. Em 2008, os donos da empresa, Juarez de Oliveira Rabello, João Henrique Pereira e André Maurício Ferreira, fizeram um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD), que lhes permitia retirar o minério já extraído e estocado na mina, com o compromisso de recuperar a região.

Em 2012, três empresários entraram no negócio: Lucas Prado Kallas, Luis Fernando Franceschini e Bruno Luciano Henriques. No final de 2013, os donos antigos da mina e os novos sócios começaram a discordar. Em depoimentos à PF, Rabello e Pereira disseram que Kallas e Franceschini “queriam que houvesse retirada de maior quantidade de minério, em desacordo com o PRAD”.

A PF confirmou que, a partir de 2014, “análises periciais e de auditorias confirmam integralmente os fatos narrados”. Meses antes, em dezembro, a Cedro também havia vencido a concessão para construir uma malha ferroviária que liga Minas Gerais a esse porto por R$ 1,5 bilhão.

Sobressai das investigações que as irregularidades apontadas pelos trabalhos periciais coincidem com o período em que Lucas Kallas, Bruno Luciano e Franceschini assumem a Mina Corumi”, diz trecho da decisão judicial que autorizou a recente operação de busca, apreensão e sequestro de bens dos envolvidos.
Em nota enviada ao BNews, Lucas Kallas afirmou que não é “sócio proprietário” da mineradora EMPABRA, que foi apenas sócio investidor em uma empresa que celebrou com a EMPABRA contratos de compra e venda de finos de minério. Lucas se desligou desse negócio formalmente em maio de 2018.
"Em todo o tempo que figurou como investidor, as atividades se mostraram regulares em seus aspectos minerários e ambientais, com diversos relatórios de fiscalização de órgãos federais, estaduais e municipais. Lucas nunca ocupou cargos de diretoria da Empabra ou atuou como responsável técnico nos documentos apresentados. 
Todos os fatos anteriores a 2021 já foram objeto de outra investigação da Polícia Federal (nº judicial 1010003-43.2021.4.01.3800), que se encontra arquivada e baixada, com a concordância do Ministério Público Federal, que não vislumbrou nem sequer indícios de irregularidades para o oferecimento de uma denúncia. Lucas Kallas nunca teve qualquer relação com os servidores da ANM citados". 
Segundo a nota, Lucas foi indevidamente incluído nessa nova investigação relacionada a fatos ocorridos principalmente nos anos de 2023 a 2025, quando já estava afastado há 8 anos do quadro de investidores, "mas confia que tudo será oportunamente esclarecido nas vias adequadas".
"Sobre a operação João de Barros, de 2008, os fatos já foram devidamente esclarecidos nas vias judiciais. As ações criminais foram encerradas, com total reconhecimento de inocência.
Lucas Kallas é um empresário brasileiro e, como qualquer grande empreendedor, possui relações de caráter estritamente profissional com personalidades públicas, de todos os espectros ideológicos. O interesse de Lucas sempre será o desenvolvimento do país e, para isso, ele tem feito investimentos importantes para o Brasil".

Classificação Indicativa: Livre

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