Geral
por Héber Araújo
Publicado em 19/11/2025, às 15h19 - Atualizado às 16h29
Funcionários da Nautillus Construções e Comércio Ltda (ou Nautillus Engenharia) estão cobrando que a empresa pague suas respectivas rescisões. Demitidos em março de 2024, os agora ex-funcionários estão movendo um processo contra a empresa em busca de seus direitos trabalhistas, que seguem sem previsão de serem atendidos.
De acordo com o processo, o qual o BNews teve acesso, os ex-funcionários cobram uma indenização no valor de R$ 390 mil de aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, 13º salário, férias em dobro, simples e proporcionais acrescidas do terço constitucional e saldo de salário do último mês trabalhado, com as respectivas incidências de FGTS.
Em um trecho do processo, o documento aponta que os funcionários “foram dispensados em 31/05/2024, sem o pagamento das verbas rescisórias devidas. Sustenta ainda que, durante o aviso prévio trabalhado, os substituídos não usufruíram da redução da carga horária ou da concessão da folga de sete dias corridos”.
Em declaração a equipe do BNews, uma ex-funcionária, que preferiu não ser identificada, revelou que os problemas dos funcionários com a Nautillus já ocorriam bem antes da demissão, com constantes atrasos nos salários. Depois da demissão, segundo ela, ocorrida de forma repentina, todos ficaram desassistidos e, rotineiramente, buscando a empresa para que as rescisões sejam pagas.
A empresa Naitullus prestava serviços para a Câmara Municipal de Salvador e, segundo a funcionária, ficou acordado que a casa legislativa da capital baiana pagaria a rescisão através do sindicato. O contrato da empresa com a CMS foi rescindido, após decisão do presidente Carlos Muniz (PSDB) em setembro. A rescisão do contrato se deu justamente pelas questões trabalhistas enfrentadas pela empresa.
O advogado do Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores da Limpeza Urbana e do Asseio e Conservação de Salvador (Siemanco), em entrevista ao BNews, afirmou que, mesmo com a Câmara se dispondo a pagar as rescisões, o processo segue na Justiça.
“O ideal é fazer um acordo para poder pagar os trabalhadores, porque acreditamos que é o meio mais célere, porque se formos esperar o resultado final do processo, será ainda mais demorado”, disse o advogado Esequias Pereira.
Até o fechamento desta matéria, a empresa ainda não havia respondido nossas solicitações para esclarecer as informações. O espaço segue aberto para qualquer contato.
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