Geral
por Cadastrado por Tácio Caldas
Publicado em 28/02/2025, às 09h57 - Atualizado às 09h59
Acusações sérias estão sendo feitas contra as Testemunhas de Jeová. Ex-membros do grupo reuniram documentos e pretendem processar a organização que gere a comunidade religiosa no Brasil. De acordo com as vítimas, algumas casos de pedofilia, humilação pública e até abuso sexual aconteceram.
De acordo com um relato de dissidentes da comunidade das Testemunhas de Jeová é que a igreja agia de forma tal que obrigava os fiéis a tomarem atitudes estranhas. Entre elas, promovia o afastamento de familiares e amigos que desistiam da religião, algo que os levava ao ostracismo. Essa mesma situação foi vista na Noruega e resultou no cancelamento do registro da igreja no país.
É justamente apoiado nessa decisão que o dissidentes das Testemunhas de Jeová no Brasil querem acionar a justiça para ter suas situações resolvidas. O grupo deseja ajuizar e solicitar a indenização por danos morais sofridos enquanto participavam e depois que sairam da congregação. De acordo com o UOL, até o momento, cerca de 28 pessoas fazem parte do grupo que quer buscar justiça, mas o número pode aumentar.
Casos denunciados
O psicólogo Lucas Vasconcelos, 24 anos, informou que quando tinha 15 anos fez uma viagem com um membro da igreja. Na ocasião, Lucas diz que foi alcoolizado e perdeu a consciência, mas que, quando acordou, estava com várias manchas pelo corpo.
Já a estudante de jornalismo Mirela Costa, 25 anos, disse que sofreu abuso sexual em duas ocasiões. Os dois casos aconteceram quando ela era menor e tinha somente 10 e 12 anos de idade respectivamente. Segundo ela, os criminosos seriam dois homens da igreja da congregação Testemunhas de Jeová.
Mirela não foi a única a fazer esse tipo de denúncia. Outras duas mulheres procuraram o UOL e relataram terem sofrido abuso sexual. Em ambos os casos, as vitimas pediram anonimato. Uma delas, inclusive, teria tentado se suicidar duas vezes depois dessa situação acontecer.
O que diz a congregação
De acordo com apuração do UOL, a congregação afirmou que as denúncias não são acobertadas e muitas outras coisas. Entre elas estiveram o fato de entenderem que a "educação bíblica é mais importante que a escolar" e que "os adeptos devem limitar o contato com a pessoa que é removida da congregação". Além disso, ao que pese a recusa à transfusão de sangue, foi afirmado que seria um tipo de "instrução bíblica".
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