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Um garoto de apenas 9 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sofreu uma agressão traumatizante próximo à Escola Municipal Professora Maria Clotilde Lopes Comitre Rigo, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele foi agredido por cerca de 20 estudantes, no dia 22 de agosto.
As agressões aconteceram quando ele chegava na escola acompanhado dos irmãos. Um deles foi alvo de bullying e ao tentar defender o mais velho, o garoto autista foi agredido.
Enquanto ele recebia socos e chutes, o irmão mais novo correu para pedir ajuda. A mãe, Pamela Aparecida, afirmou que os estudantes foram uma roda ao redor dos filhos e um deles chegou a pegar um bloco para atingir a cabeça do menino.
Pamela ainda contou ao G1 que o filho pediu a Deus que surgisse alguém para ajudar ele a sair da situação.
"Como a gente é evangélico, ele me falou: ‘mãe, quando ele [agressor] me deu um chute e falou para eu não levantar, eu fiquei no chão só pedindo a Deus para aparecer alguém’. Eu creio que Deus guardou ele [para mim]”, relatou ela.
Uma moça que passava pelo local ajudou o garoto e o levou ao trabalho da mãe. Ao saber do ocorrido, ela levou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento devido as dores e o abalo emocional.
"[É um] trauma muito grande, tanto psicológico quanto emocional para meus filhos e para mim também. Me sinto de mãos atadas, vejo que não tem acontecido só comigo.", lamentou.
Em nota, a Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Educação, alegou que o ocorrido foi antes do alunos chegarem na unidade escolar. E afirmou ainda que prestou suporte a mãe na instituição para apurar os fatos, ao contrário do que ela relata.
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