Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 13/11/2025, às 07h44 - Atualizado às 09h34
Uma pesquisa realizada pelo portal especializado Comparitech, com base em 2 bilhões de senhas vazadas, revelou a persistência do uso de senhas fracas em 2025.
A tabela criada a partir dos dados agregados mostra o domínio das sequências numéricas. No ranking, “123456” aparece como a senha mais utilizada, presente em 7.618.192 contas analisadas. Em seguida vêm “12345678” (3.676.487 contas) e “123456789” (2.866.100 contas).
Logo depois surge “admin”, usada em 1.987.808 contas. Entre outros exemplos frequentes estão “password” (1.082.010 vezes), “111111” (326.154 vezes) e “admin123” (306.343 vezes). Curiosamente, até “minecraft” aparece na lista, em 100º lugar, com 69.464 ocorrências.
Facilidade para crimes
O site especializado revela que o uso disseminado de senhas fracas são facilmente adivinhadas e não representam desafio para os cibercriminosos. Uma das categorias predominantes são a de combinações compostas apenas por números, que representam um quarto das mil senhas mais comuns, segundo o site especializado.
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Também é comum usar palavras simples e fáceis de lembrar, como admin, qwerty (seguindo a ordem de uma fileira de teclas no teclado) e password. Em termos de quantidade, as senhas mais frequentes têm oito caracteres (18%), enquanto as de 15 caracteres representam apenas 7%.
Segurança
Para a maior proteção, a recomendação é usar senhas mais fortes, que evite combinações muito curtas ou fáceis de adivinhar, além daquelas que contenham informações pessoais. É importante ter pelo menos oito caracteres e incluir letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos.
Além disso, é importante complementar as senhas com um segundo fator de segurança, um código único ou com aprovação via celular, para evitar que seu roubo permita o acesso à conta da vítima.
Outra ferramenta alternativa é a utilização de chaves de acesso ou passkeys, que exigem apenas que o usuário se autentique com rosto, impressão digital ou um código PIN. Elas são baseadas no padrão Fast IDentity Online 2 (FIDO2), que protege o login com uma chave criptográfica.
A chave é pública na web e privada na conta do usuário onde fica armazenada, seja contas da Microsoft ou do Google. Dessa forma, caso o site sofra uma violação de segurança, a conta continua protegida.
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