Geral
por Gabriel Santana
Publicado em 13/04/2026, às 13h31
O autônomo José Marques Barbosa, de 62 anos, teve parte de uma das nádegas amputada no Hospital Regional de Sobradinho (HRS), em Sobradinho, no norte do Distrito Federal (DF), após ficar por muito tempo na mesma posição.
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A família do homem alega que a vítima teria sofrido lesões por ter ficado deitado por muito tempo na mesma posição durante o tempo em que ele estava internado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), após ter sido atropelado e tido um politraumatismo, indo contra os protocolos de internação.
O filho da vítima, Ilton Costa Marques, diz que o pai se encontra em estado grave por estar desnutrido e não ser possível tirar ele do lugar onde ele se encontra. De acordo com o Portal Metrópoles, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que é responsável pelo hospital, nega negligência ou falha no atendimento.
Tiraram grande parte das nádegas do meu pai. E não tem como tirar de outro lugar do corpo dele, porque ele está muito desnutrido. Meu pai pesava 65 kg. Hoje está com menos de 55 kg. Ele está muito magro. Quando vi o local da amputação, quase caí para trás. Fiquei muito triste”.
Ilton aponta que seu pai segue sendo medicado diariamente para suportar a dor pós-cirúrgica, que é bem intensa. A família registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) e não descarta a chance de entrar na Justiça, em busca de reparação.
O homem recebeu atendimento após ter sido internado em janeiro de 2026. Para a família, José sofreu negligência médica e passou por diversas falhas no atendimento durante a internação no último janeiro. José foi transferido para o HRS depois de o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) entrar em ação. Após a cirurgia, o homem segue sem nenhuma previsão de alta.
Foi negligência. Se tivessem cuidado do meu pai da forma como ele chegou ao Base, ele não estaria assim. Quando ele chegou a Sobradinho, foi Deus. Os médicos não entenderam por que deixaram meu pai só em uma posição na cama. Era para ter feito as manobras, virá-lo e fazer exercícios. É o procedimento padrão. Não entenderam por que não o fizeram no Base. As nádegas estavam muito lesionadas”.
O filho da vítima alega que José corre risco de morte. Além de toda a dor causada pela cirurgia, o homem enfrenta uma infecção bacteriana, está com confusão mental e episódios de perda de memória. Ilton ainda alega que a unidade de saúde não entrou em contato com a família desde a transferência, nem pediu desculpas ou se colocou à disposição.
O hospital informou que o paciente não realizou procedimento nas nádegas e, durante a internação, realizou exames, incluindo tomografia de crânio de controle, sem apresentar piora nem indicação cirúrgica. Recebeu alta em 3 de fevereiro, sem sinais clínicos ou laboratoriais de infecção urinária ou respiratória.
Destaca-se que pacientes em estado clínico grave, especialmente aqueles com mobilidade reduzida, alterações neurológicas e instabilidade hemodinâmica, apresentam risco elevado para o desenvolvimento de lesões por pressão, mesmo diante da adoção rigorosa dos protocolos assistenciais e medidas preventivas preconizadas, não configurando, por si só, falha na assistência prestada. Vale ressaltar que não houve realização de procedimento cirúrgico nas nádegas durante o período em que o paciente esteve no HBDF”.
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